Centrais e Movimento Sociais vão realizam mobilização no Congresso Nacional em defesa do mínimo
As Centrais Sindicais CGTB, CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central e UGT junto com os movimentos sociais vão realizar uma mobilização no Congresso Nacional, na próxima terça-feira (15), em defesa do salário mínimo de R$ 580 e da continuidade da política de recuperação permanente. Os sindicalistas irão conversar com os deputados e senadores na ala das comissões e no salão verde.
“O que estamos reivindicando é a continuidade da política de recuperação do salário mínimo que já possibilitou, nos últimos seis anos, aumentos reais ininterruptos que somaram 54%. A continuidade da recuperação em 2011 foi inclusive promessa de campanha. Graças a esta política o Brasil não teve a sua economia arrasada pela crise internacional e o aumento real do mínimo foi a principal iniciativa no governo Lula para o fortalecimento do mercado interno”, disse o presidente da CGTB, Antonio Neto, colocando alguns dos argumentos que serão apresentados aos parlamentares em Brasília.
De acordo com os dirigentes sindicais, a política de recuperação permanente do salário mínimo é fundamental para o desenvolvimento do Brasil, com o fortalecimento do seu mercado interno, para a distribuição de renda e para que a presidenta Dilma Rousseff tenha êxito no seu compromisso de erradicar a miséria no país.
Para as Centrais, o que foi assinado com Lula é um acordo de valorização do salário mínimo e não de correção do salário como está propondo o governo atual, o que significa que é preciso ter aumento real. Para as Centrais o chamado “ajuste fiscal” significa pagar juros e frear o desenvolvimento do país.
No período da crise, vários setores receberam isenção tributária e incentivos fiscais. Agora é o momento dos trabalhadores serem contemplados.
“Não podemos permitir que os derrotados que perderam a eleição de 2010 pautem a economia brasileira e possam pressionar o governo a não atender os trabalhadores”, ressalta Neto.