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Unidade das centrais marca lançamento do portal Observatório de Saúde do Trabalhador

Publicado em 25 de Maio de 2010 Por ADURN Sindicato

O portal do Observatório de Saúde do Trabalhador foi lançado nos dias 19 e 20 em São Paulo, durante seminário realizado na sede da Força Sindical, com a presença de representantes das centrais sindicais, do Ministério da Saúde, Ministério do Trabalho e Emprego, Organização PanAmericana de Saúde (Opas), Fiocruz, Dieese, Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho (Diesat), Unicamp, Centro de Estudos de Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh) e Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo.
O objetivo do portal (www.observatoriost.com.br) é divulgar para o movimento sindical e os órgãos governamentais informações que são necessárias para desenvolver as ações de saúde definidas na Política Nacional de Saúde do Trabalhador, analisar e difundir as informações com a finalidade de conhecer os problemas de saúde do trabalhador e realizar denúncias. "Todos os óbitos que tiverem relação com trabalho temos que incluir no portal. Toda vez que um trabalhador morrer durante o serviço as centrais precisam fazer um grande estardalhaço. Não devemos aceitar isso como uma situação normal. A partir de agora estamos criando condições para entrelaçar todas as organizações que defende a saúde do trabalhador porque a briga com os empresários é grande", disse o coordenador do Observatório de Saúde do Trabalhador e pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública, Francisco Pedra.
O representante da CGTB no Conselho Nacional de Saúde, Jorge Venâncio, falou sobre o acobertamento que os grandes monopólios de mídia dão aos empresários nas matérias relacionadas à saúde do trabalhador e afirmou que somente com os "trabalhadores atuando com unidade, em conjunto, serão mais respeitados". "Temos trabalhado junto com o governo federal, tivemos uma série de avanços, mas temos que ir mais longe. O Ministério da Previdência, por exemplo, tem que divulgar os números dos acidentes de trabalho porque as empresas estão se escondendo atrás do sigilo fiscal. Precisamos avançar e definir de forma mais precisa quais são as reivindicações do movimento sindical na área de saúde do trabalhador", ressaltou Jorge.
O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), disse que o espaço estava aberto a todos e enfatizou "a importância de iniciativas como essa" para o fortalecimento e organização da classe trabalhadora.
O diretor de Comunicação Social da NCST, Sebastião Soares da Silva, denunciou que "existe uma epidemia dos acidentes de trabalho com mortes e mutilações ocorrendo todos os dias. Essa epidemia só pode ser combatida com a ação de unidade das centrais. Isso é fundamental".
O secretário de Saúde do Trabalhador da CUT, Manoel Messias Melo, destacou que os trabalhadores obtiveram avanços no campo de saúde do trabalhador "mas é preciso avançar. Atuar nas três esferas de governo. Por isso o lançamento do portal do Observatório é um momento importante do ponto de vista do movimento sindical".
Para o secretário-geral da CTB, Pascoal Carneiro, "as centrais unidas avançaram na luta contra o trabalho escravo e pela valorização do salário mínimo. Na área de saúde estamos avançando pouco. A partir do portal do Observatório de Saúde do Trabalhador vamos ter o início de um controle social".
"Tratamos mais de questões salariais nas negociações, mas tomamos nova consciência que é preciso trabalhar sem adoecer. As centrais sabem que atuando engajadas na mesma luta a vitória acontece", falou a diretora de Segurança e Saúde do Trabalhador da UGT, Cleonice Caetano.

CGTB -

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