Explorar
Menu
Pesquisa
Associado

Menu

Pesquisa

Para UIT, privacidade na internet tem de ser preservada

Publicado em 6 de Dezembro de 2012 Por ADURN Sindicato

 A União Internacional de Telecomunicações (UIT) afirmou ontem (4) que seu objetivo é preservar a liberdade na internet e, ao mesmo tempo, proteger a privacidade de seus usuários e impedir a disseminação da pirataria.
Durante a Conferência Mundial de Telecomunicações Internacionais, realizada em Dubai, o secretário-geral da UIT, Hamadoun Touré, disse que o evento não tem a intenção de "emitir resoluções que restrinjam a liberdade na internet".
"Nós temos interesse em preservar a liberdade de expressão e de oferecer segurança aos usuários. Nosso objetivo é organizar a internet, proteger as informações e a privacidade dos usuários e impedir a pirataria", destacou o responsável pela UIT.
No segundo dia de conferência em Dubai, Touré assinalou que, nesta ocasião. O debate se concentrar em conhecer "os melhores meios para garantir que todos os habitantes do mundo se beneficiem das telecomunicações e da internet a preços razoáveis e aceitáveis".
O dirigente da UIT revelou que a conferência tem interesse em elaborar padrões regulatórios para as companhias de telecomunicações para aumentar o nível de qualidade, transparência e equanimidade dos serviços oferecidos.
Por sua vez, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban ki-Moon, solicitou, em um discurso por videoconferência, que se crie acesso à internet para "todos os habitantes do mundo, especialmente os que ainda não têm acesso a essa tecnologia". "Peço que se emita uma solução consensual que garanta a chegada da internet a preços aceitáveis", disse Ban.
Segundo ele, a importância da internet ficou transparente recentemente no mundo árabe. "Na Primavera Árabe, ficou clara a força e a capacidade das telecomunicações e da informática de ajudar as pessoas a expressar suas legítimas demandas e direitos", disse.
Banda larga - A conferência, que vai até o dia 14 e concentra 1.950 delegados de 160 países, pretende definir um novo tratado mundial que definirá as bases para o auge do acesso à internet banda larga.
O objetivo é renegociar o Regulamento das Telecomunicações Internacionais (RTI), um tratado mundial que facilita a interconexão e a comunicação dos serviços de informação e comunicação em todo o mundo. O tratado estabelece princípios gerais que garantem a livre circulação de informação em todo o mundo e promovem um acesso equitativo à telecomunicação.
Durante os próximos dias, os delegados vão debater a revisão do tratado atual para adaptá-lo melhor às necessidades das redes e dos serviços do futuro, acompanhando também as mudanças nas demandas dos usuários da web.

O Estado de São Paulo

Compartilhar: