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Um em cada cinco universitários de países pobres tentam oportunidade no exterior

Publicado em 28 de Novembro de 2012 Por ADURN Sindicato

 Pelo menos um em cada cinco universitários de 48 países menos desenvolvidos vai para o exterior em busca de oportunidades, segundo relatório divulgado pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), em Genebra, na Suíça.
De acordo com a entidade, há aproximadamente dois milhões de imigrantes intelectuais procedentes de países menos desenvolvidos.
A Unctad alertou que os benefícios das remessas feitas pelos imigrantes intelectuais podem ser comprometidos. A causa seria o efeito negativo da "fuga de cérebros" dos países mais pobres em decorrência de o fenômeno acentuar as desigualdades internacionais, considerando a disponibilidade dos trabalhadores qualificados e das perspectivas de crescimento.
No relatório, o alerta refere-se ao Haiti, país mais pobre da região, que tem 83% dos universitários morando no exterior. O Brasil é um dos países mais procurados pelos haitianos, que entram pelo Acre e aguardam a legalização para entrar no mercado de trabalho brasileiro.
O "Relatório sobre os Países Menos Desenvolvidos 2012: Utilização das Remessas e dos Conhecimentos das Diásporas para Criar Capacidades Produtivas" diz que nos países desenvolvidos a proporção de graduados das universidades que emigram por razões laborais é um em cada 25.
Pelos dados do relatório, entre os 48 países menos desenvolvidos, os seis com mais profissionais formados que partiram para o exterior são Samoa (73%), na região do Oceano Pacífico; Gâmbia (68%), na África; Tuvalu (65%), Estado da Polinésia, e Serra Leoa (51%), na África.
De acordo com o relatório da Unctad, há um aumento das remessas dos emigrantes para os 48 países menos desenvolvidos, que já representam cerca de 4,4% do Produto Interno Bruto (PIB) e 15% do valor das exportações desses países.

Fonte: Agência Brasil

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