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Ditadura: Argentina condena militares à prisão perpétua

Publicado em 16 de Outubro de 2012 Por ADURN Sindicato

Um tribunal da Argentina condenou nesta segunda-feira (15) à prisão perpétua três ex-oficiais da Marinha por executar 16 presos políticos há quatro décadas. Os prisioneiros foram executados em 1972 na Base Naval de Trelew, apesar de dispor de proteção legal.
Os juízes responsáveis pelo caso caracterizaram as circunstâncias das mortes como crimes contra a humanidade. Os advogados dos réus alegaram que vão recorrer da sentença.
Também o Tribunal Oral Federal da cidade de Bahia Blanca, no Sul da Argentina, condenou na ultima sexta-feira (12) 14 militares da reserva e ex-policiais à prisão perpétua por crimes contra a humanidade cometidos contra 90 pessoas durante a ditadura militar (1976-1983). Todos os condenados pertenciam ao Exército ou às forças de segurança e deverão cumprir a pena em regime comum no Serviço Penitenciário Federal.
Os réus foram condenados pelos crimes de privação ilegal de liberdade, tortura e homicídio em um campo de detenção clandestino instalado em Bahia Blanca. As 14 pessoas condenadas foram acusadas de envolvimento com 90 pessoas levadas ao campo denominado La Escuelita.
Dois casos emblemáticos sobre essa ação são os desaparecimentos de duas mulheres, grávidas, que foram sequestradas e levadas até o campo clandestino. A estimativa é que cerca de 30 mil pessoas desapareceram ou foram mortas durante a ditadura na Argentina.
Fonte: Portal Vermelho com agências
 

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