Explorar
Menu
Pesquisa
Associado

Menu

Pesquisa

Estudantes sem visto pedem ajuda para universidades

Publicado em 11 de Outubro de 2012 Por ADURN Sindicato

Os estudantes universitários que não estão conseguindo obter o visto para fazer intercâmbio de trabalho e férias nos Estados Unidos buscam apoio das instituições de ensino para sensibilizar a embaixada americana.
O visto foi negado porque a temporada de trabalho de verão que cerca de 300 estudantes fariam no exterior - de dezembro deste ano a fevereiro de 2013 - coincidirá com o período de reposição das aulas perdidas por causa da greve das federais. O fato de estarem em aula e ainda não terem concluído o semestre letivo torna os estudantes inaptos a participarem do programa. Parte deles trabalharia na Disney, em Orlando.
Alegando que o movimento grevista não foi uniforme nas 57 instituições que pararam, os universitários buscam, com o apoio das reitorias e professores, justificar que não haveria prejuízo acadêmico em seus cursos no País no período do intercâmbio. Antecipar aulas e provas também está entre as possibilidades. Os alunos pedem à embaixada atendimento individualizado para discutir cada caso.
"A greve na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) foi diferente. Com o novo calendário, a gente vai ter um recesso até maior que o da federal do Rio Grande do Norte, que não entrou em greve", diz Carlos Wengerkievicz, aluno de Engenharia Elétrica. O estudante já gastou cerca de R$ 4 mil com despesas para a viagem à Califórnia.
A estudante de Produção Cultural na Federal Fluminense (UFF) Rafaella Britto, de 20 anos, pretende protocolar hoje, em conjunto com colegas, uma carta à reitoria. Mas, segundo o pró-reitor de graduação da UFF, Renato Crespo, "isso não faz parte da atividade curricular da universidade, é uma iniciativa do aluno".
Após encontro com os estudantes, a UFMG emitiu declaração afirmando que a universidade não tem um calendário único. A recomendação da instituição é que cada aluno procure os professores para verificar a situação de frequência.
Movimento
A IE Intercâmbio, uma das agências que fazem a intermediação desses programas, afirma que estuda alternativas para o ressarcimento. Em nota, a STB, outra empresa de intercâmbio, informa que "avaliará soluções personalizadas para minimizar o impacto da decisão de seus clientes". Procurada, a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília afirma que a questão já foi resolvida e não comentará mais o assunto. As informações são do jornal "O Estado de S.Paulo".
Fonte: UOL
 

Compartilhar: