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Em nova assembleia, professores da UnB confirmam fim da greve na universidade

Publicado em 24 de Agosto de 2012 Por ADURN Sindicato

 Os professores da UnB (Universidade de Brasília) decidiram nesta sexta-feira (24) sair definitivamente da greve nacional. Na semana passada, uma outra votação já havia sido feita e determinou o fim do movimento. No entanto, uma nova assembleia foi convocada para hoje, após protestos de docentes que não teriam sido avisados de que a greve estaria em pauta na reunião da última semana.
Segundo a ADUnB (Associação de Docentes da UnB), 478 professores votaram a favor do fim da greve e 445, contra. A decisão está sendo questionada por um grupo de docentes e estudantes que discorda da forma como foi conduzida a votação.

“A votação gerou desconfiança devido ao número divergente de participantes [votantes]”, disse Sadi Dal Rosso, professor do curso de sociologia, referindo-se ao número anunciado inicialmente de 870 votantes, depois atualizado para 923. “Isso cria um mal-estar muito grande. Eu lamento tudo isso.”

Para Luiza Oliveira, da Associação Nacional de Estudantes Livres, o fim da greve decidido em assembleias que geram contestações leva a uma série de suspeitas. A estudante disse que a decisão tomada hoje de encerramento da paralisação não representa o desejo da maioria dos docentes. “O resultado não expressa o sentimento dos professores nem da UnB”, disse ela.

Durante a assembleia, dois alunos vestidos de palhaço ocuparam o espaço no teatro de arena, no qual ocorria a votação, e fizeram uma encenação crítica. Para os estudantes, o fim da greve está sendo discutido por professores que não podem falar por toda a categoria. A tensão e o tumulto dominaram a maior parte do tempo das discussões e da votação em si.

Na última terça-feira (21), professores ocuparam a sede da ADUnB, no campus da instituição. O prédio foi invadido ocupada pelo comando de greve quando a primeira vice-presidente da associação, Therèse Hofman, dava entrevista à Agência Brasil para apresentar a versão da diretoria sobre a decisão tomada na semana passada.

Uol Educação

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