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Medidas emergenciais atenuam crise e seus efeitos na economia

Publicado em 28 de Junho de 2009 Por ADURN Sindicato

Até o momento, a concessão de férias coletivas, a diminuição da jornada de trabalho e outras medidas emergenciais têm atenuado a elevação das taxas de desemprego. Entretanto, os efeitos da crise financeira internacional no Brasil e de características típicas (sazonalidades) desta época do ano ainda farão com que o desemprego aumente neste trimestre e nos próximos meses, segundo avaliação que consta no Relatório Trimestral de Inflação, divulgado ontem pelo Banco Central (BC).
O relatório lembra que em janeiro a taxa de desemprego situou-se em 8,2%, "0,2 ponto percentual acima da registrada no mesmo mês do ano passado, o primeiro aumento nessa base de comparação após 23 quedas consecutivas".
"Porém, mesmo que haja alguma recuperação na margem da produção industrial e a despeito dos números mais animadores de vendas no varejo, a redução do nível de atividade pode se refletir em aumentos da taxa de desemprego ao longo dos próximos meses", pondera o texto.
Manifestações
Ontem, trabalhadores fizeram uma manifestação em frente à sede do Supremo Tribunal Federal em defesa da manutenção do emprego, por causa da crise econômica mundial. As centrais sindicais e os movimentos sociais também protestaram em São Paulo contra as demissões que ocorrem no Brasil.
Com faixas pedindo a estabilidade no emprego, redução da jornada de trabalho e reforma agrária e contra a redução de salários e de direitos dos trabalhadores, os milhares de manifestantes pararam duas faixas da Avenida Paulista e provocaram confusão no trânsito ao caminharem até a Praça da Sé, no centro da capital, passando antes pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
A manifestação na capital paulistana teve início em frente ao prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e faz parte do Ato Internacional Unificado contra a Crise que ocorre também em vários municípios do Brasil. A organização do movimento estima que 20 mil pessoas tenham participado do ato. (Fonte: Jornal do Brasil)

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