Ufba suspende matrículas por causa de greve dos servidores
Com as atividades paralisadas há mais de 40 dias com a greve nacional dos professores e técnico-administrativos, a Universidade Federal da Bahia (Ufba) suspendeu as matrículas de veteranos e dos novos estudantes (aprovados no vestibular para o segundo semestre) até que as atividades voltem à normalidade. Apenas matrículas online da graduação e da pós-graduação serão realizadas até a próxima segunda-feira, 23.
Apesar da greve, que inclui ainda os estudantes, continuam em atividade os setores considerados essenciais, como o setor de pagamentos, o Hospital das Clínicas, a Maternidade Climério de Oliveira e o Hospital Veterinário. A Secretaria Geral de Cursos também trabalha com sistema de plantão para fornecimento de histórico escolar e retirada de diplomas.
Em nota enviada à imprensa, a universidade prometeu novo calendário de reposição das aulas, que deverá ser elaborado quando a greve terminar. Na nota, a Ufba se compromete ainda a não atribuir faltas no período, assegurar a compensação das horas/aula perdidas e a realização das avaliações finais, garantindo aos estudantes a complementação da carga horária.
Negociações - A paralisação nacional dos professores tem como motivo a reivindicação do estabelecimento de uma carreira única de docente federal e da exclusão dos 17 níveis e seis classes que existem atualmente. A categoria pede ainda remuneração estruturada de acordo com o avanço dos professores nos níveis de carreira.
Já a greve dos técnico-administrativos completa nesta sexta, 20, 38 dias. Eles reivindicam o aumento do piso salarial para três salários mínimos. Atualmente, o piso é de R$ 1.096.
Segundo a coordenadora da Assufba, Nadja Rabello, o governo não apresentou proposta para os técnicos, como para os docentes. “O Ministério do Planejamento está avaliando. Houve, em Brasília, reunião de sindicatos com o Ministério da Educação, mas só o do Planejamento pode bater martelo. Reitores também estiveram lá”.
Os estudantes da Ufba também apoiam a greve e decidiram, ainda em maio, não participar das aulas com os professores que não aderiram o movimento.
A tarde online (Uol)