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Entidade convoca greve nacional de professores em defesa do piso

Publicado em 13 de Março de 2012 Por ADURN Sindicato

Os professores da rede pública do Distrito Federal entraram em greve nesta segunda-feira, 12. Eles exigem equiparação salarial com outras carreiras de ensino superior do governo do DF. A paralisação mobiliza cerca de 12 mil docentes e não tem data para acabar.
O governo alega que não pode conceder aumento de salário para não ultrapassar o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Os professores do DF recebem o piso salarial da categoria, ao contrário de seus colegas de 17 Estados, segundo mostrou levantamento divulgado hoje pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).
Para exigir de governos estaduais e prefeituras o cumprimento da Lei do Piso do magistério, professores vão paralisar as atividades de quarta-feira, 14, a sexta-feira, 16.
O presidente da CNTE, Roberto Franklin Leão, destaca que o movimento pode ser ampliado, por tempo indefinido, conforme as assembleias da categoria em cada Estado.
“Os professores farão atos públicos e passeatas em vários Estados brasileiros. A chamada da CNTE é de três dias para fazer uma avaliação, se continuará ou não com a greve. Cada Estado tem autonomia de fazer uma avaliação e ver a situação, decidindo se deve (manter) a greve”, disse Leão, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, que foi ao ar hoje.
Leão destacou ainda que o piso salarial em vigor no País – que é de R$ 1.451 – não atende às necessidades dos profissionais em educação. Segundo ele, pelos cálculos da CNTE, o ideal é fixar um piso de R$ 1.937.
“Os governadores e prefeitos em vez de buscarem formas de pagarem sem questionar, não, eles questionam o critério e o valor de reajuste. E, nós não aceitamos esse tipo de coisa e essa paralisação tem essa finalidade”, disse Leão.
Levantamento feito pela Agência Brasil publicado na semana passada aponta que nove Estados ainda não pagam o valor do piso aos professores: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Piauí, Ceará, Bahia, Alagoas, Amapá e Tocantins.
De acordo com o presidente da CNTE, atualmente muitos Estados e municípios não conseguem provar o que investem em educação. Pela Constituição Federal, no mínimo 20% do total arrecadado em impostos pelo Estado devem ser aplicados em educação.

Estadão

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