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Capes e delegação chinesa discutem cooperação para o Ciência sem Fronteiras

Publicado em 25 de Novembro de 2011 Por ADURN Sindicato

Como parte dos esforços da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) no intuito de estabelecer parcerias educacionais e acadêmicas no âmbito do programa Ciência sem Fronteiras (CsF), a Diretoria de Relações Internacionais (DRI) recebeu, na última quarta-feira (23), deleção chinesa para reunião de entendimento entre os países.
Participaram do encontro 26 representantes, entre membros da Academia Chinesa de Engenharia, do Instituto Chinês de Ciência e Tecnologia, professores das principais universidades chinesas e executivos seniors de companhias de tecnologia de ponta. A aproximação é um desdobramento da reunião, realizada em abril deste ano com o China Scholarship Council (CSC).
Após apresentar a estrutura de funcionamento da fundação e o programa Ciência sem Fronteiras, o diretor de relações internacionais da Capes, Marcio de Castro Filho, ressaltou a, ainda inicial, cooperação entre Brasil e China na área de ciência e tecnologia e a importância do estreitamento de relações. "Estou convencido de que a China e o Brasil têm um papel fundamental no século 21, principalmente na área de educação, ciência e tecnologia. Podemos caminhar juntos em busca de interesses que sejam profícuos aos dois países", disse.
Segundo Filho, somente 7,58% das bolsas para doutorado sanduíche no exterior e 5,42% das bolsas para estágio pós-doutoral concedidas pela Capes têm como destino a China. "Esses números são muito modestos. Podemos fazer muito mais que isso", enfatizou. O diretor afirmou ainda que a intenção é que sejam priorizadas as áreas abarcadas pelo CsF. Hoje, linguística, letras e artes são as áreas de maior intercâmbio entre os países.
Possibilidades de cooperação - Como possibilidades de cooperação com a China, Marcio de Castro citou a graduação sanduíche no exterior, principalmente em física e nas engenharias; o ensino de português e mandarim nos dois países; o apoio aos centros de estudo asiáticos e chineses no Brasil; e a parceria na organização de workshops, seminários e encontros técnicos científicos.
"A partir do que vi aqui posso constatar a firme decisão do governo federal brasileiro de cooperar internacionalmente na área de ciência e tecnologia", disse o diretor suplente da Academia Chinesa de Engenharia, Zhang Jianguo. Além de conhecer o programa, os membros da delegação puderam tirar dúvidas sobre do funcionamento da pesquisa científica brasileira em aspectos como avaliação, incentivos, ética profissional e credibilidade.
Segundo Jianguo, a China apresenta condições favoráveis à cooperação alinhada aos objetivos do CsF. Isso, porque o país, por meio de um órgão denominado Administração Nacional de Especialistas Estrangeiros, possibilita a cientistas chineses estudarem fora do país e a especialistas estrangeiros a realizarem pesquisas na China. "Aprendemos muito da experiência brasileira. Apesar de distantes geograficamente, os cientistas brasileiros e chineses pensam igual e a distância não separará a cooperação e o intercâmbio", finalizou Jianguo. A delegação chinesa elaborará relatório do encontro, o qual será encaminhado à Capes posteriormente.
Ciência sem Fronteiras - O Programa Ciência sem Fronteiras é uma iniciativa do Governo Federal que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio de alunos de graduação e pós-graduação e da mobilidade internacional. O projeto prevê a concessão de até 75 mil bolsas em quatro anos. O programa é fruto de esforço do Ministério da Educação (MEC), em conjunto com o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), por meio de suas respectivas instituições de fomento -Capes e CNPq -, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC.

SBPC

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