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Reitoria da USP diz que reitor não vai a debate com alunos

Publicado em 17 de Novembro de 2011 Por ADURN Sindicato

A reitoria da USP informou nesta quarta-feira que o reitor João Grandino Rodas não irá comparecer a uma audiência pública marcada para as 18h no prédio da Faculdade de Geografia.
Os estudantes, em greve desde a semana passada, prometem protestar em frente à reitoria.
O DCE (Diretório Central dos Estudantes) enviou o convite ao reitor durante o feriado prolongado. Em nota à imprensa, a reitoria confirmou o recebimento do convite, por e-mail, às 19h42 desta terça-feira (15).
Entretanto, a reitoria disse que concorda em "receber grupo de delegados para conversar com os Órgãos Centrais, incluindo o Conselho Gestor da Cidade Universitária, em local e hora a serem mutuamente acordados".
MILITARIZAÇÃO
Os estudantes afirmam que pretendem conversar com Rodas sobre o que chamam de "processo de militarização da universidade", com a assinatura de um convênio que permitiu à PM fazer rondas na Cidade Universitária.
Os alunos em greve criticam a falta de consulta da comunidade sobre o convênio e defendem a adoção de programa alternativo de segurança, sem a PM no campus.
Também pretendem abordar a retirada "truculenta", segundo eles, dos estudantes que ocupavam o prédio da reitoria havia uma semana. Os invasores foram retirados no dia 9 por 400 policiais, que se valeram de cavalos e um helicóptero na operação.
O convênio com a PM foi firmado depois que o estudante Felipe Ramos Paiva, 24, foi morto no estacionamento da FEA (Faculdade de Economia e Administração da USP) durante tentativa de assalto.
Os alunos em greve pedem a saída da PM --alguns dizem ter sido vítimas de abordagens "constrangedoras" pelos policiais. A PM diz que um estudante registrou queixa.
A maioria dos alunos se diz favorável às rondas policiais, conforme pesquisa Datafolha publicada no domingo --58% aprovam a PM no campus, enquanto 36% desaprovam.
POLI
Em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira, estudantes da Escola Politécnica decidiram que vão votar se aderem à greve por meio de um plebiscito, com urnas.
Nesta quinta-feira (17) será votado se os estudantes fazem uma paralisação na sexta-feira. Os alunos ainda devem votar, nos próximos dias, propostas discutidas na assembleia, inclusive a adesão à greve.

UOL Educação

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