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Governo de MG anuncia contratação de 12 mil professores substitutos por causa de greve

Publicado em 15 de Setembro de 2011 Por ADURN Sindicato

Por conta de greve parcial de professores da rede pública estadual, que perdura desde o dia 8 de junho, o governo de Minas Gerais anunciou nesta quarta-feira (14) que vai contratar 12 mil professores substitutos para o ensino fundamental (5º ao 9º ano) e para o 1º e o 2º anos do ensino médio.
Em agosto deste ano, o governo havia determinado a contratação de 3 mil professores exclusivamente para o 3º ano do ensino médio, com vistas ao Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que será realizado em outubro.
Conforme o órgão, 2.404 professores substitutos foram designados, dos 3 mil anunciados em agosto, e estão dando aulas.
De acordo com o governo, a paralisação já comprometeu o calendário escolar de 2011 nas instituições de ensino que estão afetadas pelo movimento. A contratação do novo contingente de educadores será feita para cumprir a integralização dos 200 dias letivos exigidos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e evitar riscos para a programação escolar de 2012.
A resolução será publicada na edição desta quinta-feira (15) do “Minas Gerais”, diário oficial de divulgação oficial do governo.
De acordo com o último levantamento feito pela Secretaria de Estado de Educação, apenas 46 escolas estão totalmente paradas (equivalente a 1,4% em um total de 3.779 escolas). A pesquisa demonstra também que menos de 10% dos 183 mil professores estão parados, de acordo com a assessoria do governo.
No entanto, conforme cálculo feito pelo Sind-UTE (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais), a margem de paralisação atinge 50% dos professores estaduais.
A secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, reconheceu que a situação chegou “ao limite”.
Impasse
A greve se estende por conta de impasse nas negociações entre os grevistas e o governo estadual. Os professores exigem pagamento do piso nacional estipulado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), calculado em R$ 1.597,87. No entanto, de acordo com declaração anteriormente dada pela coordenadora-geral do Sind-UTE, Beatriz Cerqueira, a categoria estaria disposta a negociar em cima do valor estipulado pelo MEC (Ministério da Educação), estipulado em R$ 1.187, desde que seja considerado como piso mínimo para a classe, sem adição de vantagens com a progressão na carreira. O órgão estipulou o valor para uma jornada semanal de 40 horas.
A secretaria de Estado de Educação informou que o governo paga acima do estabelecido pelo MEC. Segundo o órgão, professores recebem R$ 1.122, mas para uma jornada de 24 horas semanais, sob a forma de subsídio.
Por outro lado, o governo enviou projeto de lei para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (AL-MG) no qual fixa, a partir de janeiro de 2012, o vencimento básico da categoria em R$ 712,20, para quem optar por essa forma de pagamento, para uma jornada de 24 horas de trabalho por semana. Nessa modalidade, seriam incluídas as progressões obtidas pelo tempo de serviço. O governo fez constar no projeto a possibilidade de opção pelo subsídio ou pelo vencimento básico.
A reportagem do UOL Educação tentou entrar em contato com a coordenadora-geral do Sind-UTE, mas não obteve sucesso.

UOL Educação

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