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Reunião decisiva no Chile em contagem regressiva

Publicado em 1 de Setembro de 2011 Por ADURN Sindicato

Menos de 48 horas separam os chilenos do esperado cara a cara entre o Executivo e os principais atores do movimento cidadão, encontro que definirá a rota do cenário sociopolítico nos próximos meses.
Da tônica da reunião entre o presidente Sebastián Piñera e os líderes estudantis e magisteriais, prevista no próximo sábado no La Moneda, dependerá se o rumo aponta ao entendimento entre as partes ou ao desencontro e à radicalização do protesto social.
Muito poucos atrevem-se a dar prognósticos, sobretudo pela disparidade das posturas ideológicas de seus participantes, o que gera lógico receio ou ceticismo entre analistas políticos.
De fato, as medidas propostas pelo governo nos últimos quatro meses com o fim de destravar o agravado conflito educacional têm sido qualificadas pelo estudantado e o Colégio de Professores como soluções parche, separadas totalmente das mudanças de fundo que reclamam o 80 por cento dos chilenos.
Ontem, a menos de três dias da citada reunião, a Sala da Câmera de Deputados, de clara maioria de direita e oficialista, recusou um projeto de acordo que buscava impulsionar um plebiscito nacional para solucionar a crise do sistema educativo, precisamente uma via proposta pelo movimento social para fortalecer a vontade popular.
Com sinais dessa natureza, até onde seria capaz de ceder o mandatário chileno em frente às contundentes demandas do mundo social, entre as que se situam educação gratuita, fim do lucro, plebiscito pelo ensino público e desmunicipalização da educação sem privatizar?.
Especialistas opinam que a convocação de Piñera a dialogar constitui uma iniciativa de alto risco político para seu mandato, com sua popularidade em declive e estimada só em um 26 por cento segundo recente pesquisa.
Portanto, os porta-vozes da Confederação de Estudantes de Chile e do Colégio de Professores sublinharam que não poderá ter diálogo possível com o Executivo se não estão sobre a mesa as demandas estruturais que apoia a cidadania.
Fonte: Prensa Latina
 

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