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Produção industrial cresce 3,3% em outubro deste ano

Publicado em 28 de Junho de 2009 Por ADURN Sindicato

Todos os indicadores apresentaram crescimento em comparação ao mesmo mês do ano anterior, exceto no setor de autoveículos
A previsão do Ipea para o crescimento da produção industrial mensal de outubro de 2008 em relação ao mesmo mês do ano anterior é de 3,3%. Os pesquisadores constataram que todos os indicadores setoriais cresceram, ao contrário da produção de autoveículos. Após dezenove meses de variação positiva, o setor apresentou queda na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
"Parte desta queda já é reflexo dos primeiros efeitos da crise internacional, porque a escassez de crédito tem afetado as vendas do setor, que registraram queda de 11% em relação a setembro", informa Leonardo Mello de Carvalho, coordenador do Indicador Ipea de Produção Industrial e membro do Grupo de Análises e Previsões (GAP) da Diretoria de Estudos Macroeconômicos do instituto.
Segundo o documento, o setor de autoveículos vem passando por um processo de acomodação, dado o crescimento do nível de estoques. A crise também parece ter afetado o fluxo de veículos pesados, que apresentou retração de 1,0% na margem. Por fim, tanto a produção de papelão, quanto a carga de energia registraram elevação.
Contudo, no momento em que os efeitos da crise internacional começam a ser sentidos no Brasil, a indústria em geral mantém bom desempenho. Na comparação com os primeiros nove meses de 2007, a expansão da produção foi de 6,4%. Mas o estudo evidencia desaceleração mais significativa no trimestre que terminou no mês de setembro.
"Durante o mês de outubro, alguns setores ligados à exportação sofreram com a diminuição das linhas de financiamento externo. Somado a isso, a queda na demanda mundial e nos preços das commoditties começam a afetar negativamente as quantidades exportadas", diz Carvalho.
No mercado interno, as concessões de crédito também apresentaram pequena retração no início do mês de outubro. Os prazos ficaram mais curtos e as taxas mais altas, o que impactou negativamente nas vendas do setor de autoveículos.
Entretanto, afirma o documento, com a série de medidas adotadas pela Autoridade Monetária para restabelecer a confiança no mercado financeiro, a fim de normalizar as concessões de crédito, espera-se que a retração na produção industrial não se intensifique e suavize, com isso, um possível impacto negativo na demanda.

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