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Livro: a química em cordel tenta aproximar leitores e desmistificar a má fama

Publicado em 30 de Agosto de 2011 Por ADURN Sindicato

A química é vista pela maioria das pessoas como algo ruim. Porém, os professores do departamento de química da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Maria de Fátima Vitória de Moura, Paulo Campos e Luiz Seixas querem desfazer esta imagem. "A gente quer mostrar que a química pode fazer mal, se não for usada dentro dos limites de tolerância. A água, por exemplo, consumida em excesso, também faz mal", afirmao professor e autor Paulo Campos.
Na quinta-feira, dia 2 de Setembro, os três lançam o livro "A Química nossa de cada dia: uma abordagem em cordel", pela Editora da UFRN, na Cooperativa Cultural da Universidade.
A ideia surgiu no início do ano e a produção do livro começou por volta do mês de Março para aproveitar o Ano Internacional da Química, comemorado em 2011. "A ideia surgiu inclusive antes da novela da Globo começar. Quando ela começou, a gente até pensou: 'vão dizer que a gente copiou', mas a produção do livro começou antes", brinca Paulo Campos.
Segundo Campos, o livro não busca um público-alvo restrito e deve acolher leitores desde crianças de 12 anos de idade. " A gente quer atingir aquela faixa de público de colégio,que é quem mais precisa desmistificar de que a Química é algo ruim", afirma. E em seguida conclui. " Nós pensamos em fazer um livro no qual conseguíssemos uma faixa de público que fugisse daquele lugar comum, por isso a ideia de fazer em cordel".
A linguagem ainda busca uma interação constante com o leitor através de desafios dentro dos textos. "Se você perceber, em cada cordel nós lançamos uma charada ao leitor. Aí se ele não souber, ele tem que olhar na tabela periódica pra descobrir qual o elemento", comenta Paulo Campos.
O livro irá custar R$ 25 e estará a venda na Cooperativa Cultural da UFRN.

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