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Ministro de Piñera diz que marcharia se não pudesse pagar educação para filhos

Publicado em 26 de Agosto de 2011 Por ADURN Sindicato

SANTIAGO DO CHILE, 25 AGO (ANSA) - O ministro chileno da Economia, Pablo Longueira, declarou hoje que "se não pudesse pagar a educação dos filhos, também estaria marchando" nos protestos estudantis contra a mercantilização do ensino no Chile.
No entanto, ele disse que a greve de 48 horas convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) em apoio às manifestações estudantis e contra o sistema político e econômico chilenos é "inútil" e "desnecessária", "que não terá benefício para o país".
Pelo contrário, Longueira opinou que as marchas dos trabalhadores trazem consequências danosas não apenas no âmbito econômico, mas "um custo de imagem do país".
A greve dos trabalhadores chilenos entrou hoje em seu segundo dia e, apenas ontem, a marcha de rua ficou registrada como o maior protesto nos últimos 20 anos, quando foi restabelecida a democracia no Chile.
Milhares de pessoas protestaram pacificamente, alguns deles dançando e batucando. Pela primeira vez foram vistos líderes e dirigentes de forças políticas de oposição dentro da mesma manifestação, que chegaram a ser criticados por alguns participantes do ato.
A polícia chegou a bloquear o acesso dos manifestantes acesso ao palácio do governo, o La Moneda, e o protesto se concentrou a quatro quadras do local, onde as pessoas sentaram na calçada em sinal de paz. Segundo o porta-voz do governo chileno, Andrés Chadwick, a marcha convocada pela CUT foi pacífica, apesar de alguns incidentes isolados.
Fontes oficiais calculam que cerca de 9,1% dos trabalhadores chilenos aderiram à paralisação, enquanto a Associação Nacional dos Funcionários Públicos afirmou que mais de 80 % dos trabalhadores do setor participaram da mobilização.
Para o presidente do Colégio de Professores, entidade representativa da categoria docente no Chile, Jaime Gajardo, "este movimento deu um novo salto na qualidade de suas reivindicações políticas e na massividade com que as manifesta".
Por sua vez, a presidente da Confederação de Estudantes do Chile, Camila Vallejo, informou que os movimentos já estão pensando em novas convocatórias de protestos enquanto não há uma resposta do governo às reivindicações

UOL Educação

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