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Estudantes chilenos suspendem greve de fome iniciada há 37 dias

Publicado em 25 de Agosto de 2011 Por ADURN Sindicato

Os seis estudantes da cidade chilena de Buin que mantinham uma greve de fome desde o dia 18 de julho, como parte dos protestos contra as reformas educacionais do presidente Sebastián Piñera, suspenderam nesta quarta-feira (24) o movimento. A decisão, segundo a edição do jornal "El Mercúrio", foi transmitida por Gloria Negrete, que chegou a ser internada por conta da gravidade da situação.
Um dos líderes do movimento, o estudante Giorgio Jackson, também anunciou no Twitter o fim da greve de fome dos manifestantes de Buin. Ainda há protestos semelhantes em outras partes do Chile. Nesta quarta, o país ficou parcialmente paralisado por conta de uma greve nacional de 48 horas convocada por uma central sindical chilena. A greve obteve a adesão de sindicatos, estudantes, professores, partidos políticos de esquerda e até mesmo de empresas privadas.
O país vive há mais de três meses uma greve de estudantes e professores do ensino médio e universitário, que pedem educação pública gratuita e de qualidade, e agora a greve estendeu-se para outros setores. As reivindicações vão desde a redução dos preços dos combustíveis até uma reforma na Constituição, passando por uma mudança no Código de Trabalho.
Greve
O movimento teve início pela manhã, com manifestantes bloqueando com pneus incendiados e pedaços de madeiras algumas vias importantes da capital, como a Avenida Alameda, principal artéria de Santiago, e ao mesmo tempo impedindo a saída de ônibus em alguns pontos da periferia da cidade.
Em pelo menos três pontos da cidade, a polícia teve que usar jatos d'água e bombas de gás lacrimogêneo contra manifestantes que tentavam bloquear o trânsito.
No centro de Santiago, policiais enfrentaram homens encapuzados que ergueram barricadas diante da Universidade do Chile. Outros grupos enfrentaram as forças de segurança em Ñuñoa e na zona sul da cidade.
Os bloqueios alteraram os trajetos percorridos por muitas pessoas, mas não conseguiram paralisar a cidade de mais de seis milhões de habitantes, onde o metrô e os ônibus urbanos funcionavam de maneira normal, segundo o ministro dos Transportes, Pedro Pablo Errázuriz.

UOL Educação

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