Estudantes chilenos suspendem greve de fome iniciada há 37 dias
Os seis estudantes da cidade chilena de Buin que mantinham uma greve de fome desde o dia 18 de julho, como parte dos protestos contra as reformas educacionais do presidente Sebastián Piñera, suspenderam nesta quarta-feira (24) o movimento. A decisão, segundo a edição do jornal "El Mercúrio", foi transmitida por Gloria Negrete, que chegou a ser internada por conta da gravidade da situação.
Um dos líderes do movimento, o estudante Giorgio Jackson, também anunciou no Twitter o fim da greve de fome dos manifestantes de Buin. Ainda há protestos semelhantes em outras partes do Chile. Nesta quarta, o país ficou parcialmente paralisado por conta de uma greve nacional de 48 horas convocada por uma central sindical chilena. A greve obteve a adesão de sindicatos, estudantes, professores, partidos políticos de esquerda e até mesmo de empresas privadas.
O país vive há mais de três meses uma greve de estudantes e professores do ensino médio e universitário, que pedem educação pública gratuita e de qualidade, e agora a greve estendeu-se para outros setores. As reivindicações vão desde a redução dos preços dos combustíveis até uma reforma na Constituição, passando por uma mudança no Código de Trabalho.
Greve
O movimento teve início pela manhã, com manifestantes bloqueando com pneus incendiados e pedaços de madeiras algumas vias importantes da capital, como a Avenida Alameda, principal artéria de Santiago, e ao mesmo tempo impedindo a saída de ônibus em alguns pontos da periferia da cidade.
Em pelo menos três pontos da cidade, a polícia teve que usar jatos d'água e bombas de gás lacrimogêneo contra manifestantes que tentavam bloquear o trânsito.
No centro de Santiago, policiais enfrentaram homens encapuzados que ergueram barricadas diante da Universidade do Chile. Outros grupos enfrentaram as forças de segurança em Ñuñoa e na zona sul da cidade.
Os bloqueios alteraram os trajetos percorridos por muitas pessoas, mas não conseguiram paralisar a cidade de mais de seis milhões de habitantes, onde o metrô e os ônibus urbanos funcionavam de maneira normal, segundo o ministro dos Transportes, Pedro Pablo Errázuriz.
UOL Educação