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Cientistas alemães descobrem fóssil de inseto de cerca de 145 milhões de anos

Publicado em 20 de Julho de 2011 Por ADURN Sindicato

Cientistas alemães do Museu de História Natural de Stuttgart descobriram uma nova ordem - categoria situada entre a classe e o grupo, e subdividida em famílias - de insetos do Cretáceo Inferior da América do Sul - período entre 145,5 milhões e 99,6 milhões anos atrás. Os fósseis foram chamados de Coxoplectoptera pelos autores, numa edição especial da revista científica "Insect Systematics & Evolution". O estudo está ajudando a saber mais sobre a evolução dos insetos.
A pesquisa, liderada por Arnold H. Staniczek e Günter Bechly, concluiu que os fósseis encontrados são parentes extintos da atual espécie de inseto alado chamado Efêmeras, que se caracterizam por corpo delgado, asas posteriores muito curtas e abdômen prolongado; vivem no máximo três dias e são um dos pratos preferidos de animais que habitam água doce parada ou rios de curso lento.
A Coxoplectoptera, porém, difere bastante das atuais Efêmeras e de todos os outros insetos conhecidos, em anatomia e modo de vida. Isto foi observado nos estudos graças à descoberta de espécimes adultos alados e larvas em excelente estado de conservação. Assim os pesquisadores conseguiram esclarecer a posição filogenética - história evolucionária - destes animais e apresentaram uma nova hipótese sobre as relações entre insetos alados.
Larva de Coxoplectoptera parece camarão de água doce - Equipado com veias em asas características das Efêmeras, peito e asa semelhante ao da libélula, e as patas de um louva-deus, estes insetos parecem uma colcha de retalhos de vários animais. As larvas, no entanto, lembram camarões de água doce. E o seu estilo de vida é um grande enigma: as pistas sugerem que viviam num habitat fluvial. E a sua anatomia única indica que estes insetos eram predadores que atacavam em emboscadas e viviam parcialmente no leito escavado de rios.
O trabalho dos pesquisadores alemães também fornece mais dados para o antigo e polêmico debate sobre a origem evolutiva das asas de insetos. Cientistas presumem que as asas se desenvolveram na caixa torácica, enquanto genes das patas foram recrutados para o seu funcionamento.

SBPC

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