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Programa Espacial Brasileiro necessita de R$ 20 bilhões

Publicado em 15 de Julho de 2011 Por ADURN Sindicato

Os sistemas de avaliação de pesquisa científica das agências de fomento no Brasil, apesar de terem se instituído como uma cultura de índices, estão esgotados. Essa foi a conclusão entre os palestrantes da mesa-redonda "Debatendo os Sistemas de Avaliação", realizada na última terça-feira (12), na 63ª Reunião Anual da SBPC.
O professor José Renan Cunha Melo, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), aponta entre as principais dificuldades do sistema de avaliação o fato de hoje serem medidos apenas a produtividade e não a excelência dos trabalhos, além de não haver metodologia para avaliação das Ciências Humanas e Sociais, de cunho mais subjetivo como a pesquisa artística. Segundo Melo, há também uma dicotomia entre as pesquisas do tipo I (básicas) e do tipo II (aplicadas).
Melo propôs como alternativa um modelo que classifique os pesquisadores de acordo com a quantidade de publicações em periódicos, diferenciando as publicações de excelência, os pesquisadores que também atuam como gestores e aqueles que possuem um perfil de formadores de recursos humanos.
O membro do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), Evando Mirra, chamou a atenção para o fato de que a pesquisa científica comparada à existência da universidade é recente; tem 200 anos, enquanto a outra 900. A pesquisa, segundo ele, foi introduzida como o melhor método de aprendizado, qualificação de recursos humanos e inovação. "Hoje as pesquisas científicas estão inseridas num contexto complexo, de inter e transdisciplinaridade, de heterogeneidade cultural e necessitam de atualização do sistema de avaliação", afirmou.
Professores que acompanharam a discussão demostraram descontentamento com o atual sistema de avaliação do País, no qual as agências não conversam entre si e o aspecto mais relevante é a produtividade, medida em número de publicações. "Se me pedem um paper, por que vou desenvolver mais a pesquisa para gerar um produto e sua patente?", contestou o professor Antonio Lapa.

SBPC

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