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Novas universidades federais visam promover integração entre regiões

Publicado em 28 de Junho de 2009 Por ADURN Sindicato

MEC afirma que criação de três universidades facilitará integração com países amazônicos, latino-americanos e com portugueses e africanos

A criação de três universidades federais vocacionadas para a integração regional pretende mostrar para o mundo que é possível unir países e continentes por meio da educação.
Foi o que afirmou o ministro da Educação, Fernando Haddad, referindo-se à Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), à Universidade Federal da Integração Luso-Afro-Brasileira (Unilab) e à universidade de integração da Amazônia - cujo nome ainda não foi definido.
Segundo Haddad, as três universidades se distinguem das demais pelo projeto político-pedagógico inovador. A intenção é favorecer a mobilidade estudantil nas comunidades latino-americanas e luso-afro-brasileiras. "Não queremos oferecer cursos tradicionais, mas construir uma identidade entre os países, que possibilite o desenvolvimento de cada um", afirma.
O ministro deu posse nesta terça-feira, 14, à comissão de implantação da Unilab. A proposta da universidade é formar recursos humanos para contribuir com a integração entre o Brasil e os demais países-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), especialmente os africanos.
A intenção é promover o desenvolvimento regional e o intercâmbio cultural, científico e educacional. Na visão de Haddad, o novo modelo pode servir de exemplo para outros países. "Cada país tem muito a aprender com outros, em várias áreas."
A sede da nova universidade será em Redenção (CE), município a 66 quilômetros de Fortaleza, o primeiro a abolir a escravidão no Brasil, em 1883. O projeto de lei que cria a universidade está em tramitação no Congresso Nacional. Metade das vagas será destinada a alunos brasileiros e a outra metade, aos estrangeiros. Oito países integram a CPLP: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.
Composta por 16 membros, a comissão de implantação da Unilab vai definir aspectos sobre o projeto político-pedagógico da universidade, os cursos, as vagas, o vestibular, entre outros. Os cursos deverão ser ministrados de forma presencial e a distância. A nova universidade levará em conta as carreiras pelas quais os países da CPLP têm maior interesse. O ponto de partida são as licenciaturas, ciências agrárias, ciências da saúde e gestão pública e privada.
O presidente da comissão, Paulo Speller, afirma que a missão da Unilab é resgatar uma dívida histórica com o povo africano. "Não queremos levar uma receita pronta de educação superior, mas construir, por meio de uma interlocução efetiva, propostas de formação", ressalta. Uma das idéias é a cooperação com universidades dos outros países, para que o estudante faça uma parte do curso no Brasil e outra parte em seu país de origem.
A previsão é que a Unilab comece a funcionar em 2010. "Esperamos que em breve já possamos ter em mãos o primeiro relatório com a proposta de estruturação acadêmica", diz Speller.

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