USP promete pagar salário atrasado a funcionários terceirizados
Após reunião com a Empresa Limpadora União e o Siemaco (sindicato da categoria), a USP (Universidade de São Paulo) informou que irá pagar os salários dos trabalhadores terceirizados referentes ao mês de março até a noite desta segunda-feira (18). Em nota, a universidade diz que irá utilizar os valores que não puderam ser pagos à empresa, pois ela estaria irregular no Cadin (Cadastro de Inadimplência do Estado).
Os trabalhadores da União têm direito ainda aos valores da rescisão de contrato: o pagamento desses benefícios será discutido em nova reunião prevista para a próxima segunda-feira (25). Eles cumpriam aviso prévio e deveriam trabalhar até o dia 20 de abril, no entanto, após não receberem o salário de março, iniciaram paralisação no último dia 11. Para que as aulas continuassem, a reitoria da USP contratou uma empresa de limpeza em caráter emergencial.
A União é responsável pela conservação e limpeza de dez unidades da USP. A FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) é uma delas e, no dia 11 de abril, teve que suspender as aulas por falta de condições de higiene.
Greve dos servidores da reitoria continua
A paralisação dos servidores da reitoria, anunciada na última quinta-feira (14), continua. Os funcionários desta unidade da USP reivindicam que a transferência de 120 funcionários do local, que devem ir para o Centro Empresarial, em Santo Amaro, seja suspensa. O Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) diz que a transferência foi forçada.
A universidade, no entanto, afirma que houve uma consulta e que os trabalhadores tinham a opção de escolher ficar.
A reitoria tem cerca de 900 funcionários: o sindicato diz que todos estão parados. A universidade, no entanto, afirma que somente serviços mais operacionais, como a copa e os contínuos, estariam parados, e que os demais servidores estão atuando em outras unidades da USP. Nesta terça-feira (18), o sindicato deve fazer assembleia para decidir os rumos da paralisação.