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ADURN discute Carreira e Campanha Salarial em encontro do PROIFES

Publicado em 16 de Abril de 2011 Por ADURN Sindicato

Neste sábado (16), Brasília foi, mais uma vez, palco de discussão para proposta de Carreira Docente e a Campanha Salarial de 2011. O encontro aconteceu na sede do Sindicato dos Empregados em Estabelecimento de Saúde do Distrito Federal (SindSaúde), em Brasília, e reuniu professores das mais diversas regiões do país.
“A participação da ADURN neste encontro pretende contribuir com a discussão de aspectos da proposta de carreira dos professores universitários das instituições de ensino superior público federal que dignifiquem a função docente e a construção de uma Federação que possa representar os diversos sindicatos de professores que estão sendo criados em todo país, e que defenda de forma unificada projetos e demandas dos docentes das universidades federais”, ressalta o presidente da entidade, João Bosco Araújo.
Os debates se iniciaram com a discussão sobre a Carreira Docente. Foi analisada a proposta de Carreira do PROIFES, que consolida as críticas a pontos específicos do Projeto de Lei apresentado pelo Governo. Entre as reivindicações, os docentes alegam que permanecem questões relativas à progressão na carreira e ao modelo de avaliação que suscitam preocupação, enumerando constrangimentos como a exclusão do EBTT da negociação de carreira e a falta de um posicionamento do governo com relação aos aposentados.
Há o consenso de que as condições exigidas para a progressão na carreira docente são incompatíveis com a realidade atual das atividades dos docentes, além de haver na proposta uma secundarização das atividades de pesquisa e extensão.
Para o diretor de Política Sindical da ADURN, Wellington Duarte, é necessário reestruturar a carreira para aproximá-la da justeza da natureza do trabalho desenvolvido no interior das universidades públicas federais, e alega que o Governo, através do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) reveste a discussão predominantemente de caráter financeiro.
“É fato que o Governo recuou em alguns pontos que o PROIFES e seus aliados consideravam péssimos para a própria funcionalidade da carreira, mas por outro lado manteve uma visão distorcida da nossa realidade ao desconsiderar o papel que os aposentados tiveram na construção da universidade pública federal, bem como colocar em segundo plano os professores do ensino básico, técnico e tecnológico, como se estes fossem menos importantes no nosso cotidiano de formação”, explica Wellington Duarte.
Outro ponto importante na pauta foi a Campanha Salarial 2011. Foi defendida a necessidade de uma recomposição salarial e o fechamento de um novo acordo trienal. “Nesse ponto é que a Diretoria da ADURN tem se mostrado extremamente preocupada, pois a possibilidade, real, de não termos sequer a recomposição de perdas inflacionárias de 2010 pode iniciar um novo ciclo de perdas salariais já bem conhecidas por nossa categoria”, ressalta a vice-presidente da ADURN, Sandra Nunes.
Também foi debatido o modelo de federação plural, moderno, com uma estrutura leve e pouco burocrática, que respeite e defenda a pluralidade e as especificidades da categoria docente das IFES. Os professores levantaram a necessidade de renovar o processo de mobilização da categoria na nova realidade sindical que se coloca na construção do PROIFES Federação.
Para o João Bosco Araújo, o encontro consolida o PROIFES – Fórum como uma entidade presente no processo de luta dos professores das IFES. Depois de seis anos da sua criação, o PROIFES-Fórum passou a exercer um papel significativo na categoria docente e ampliou sua influência no processo de representação dos professores, quer do ensino superior, quer da carreira do ensino básico, técnico e tecnológico.
Foi discutido, ainda, a realização de um Encontro das ADs do Nordeste, em 27 e 28 de maio, em Fortaleza. “O evento pretende discutir o Movimento Docente no Nordeste e as possibilidades de organização sindical com vistas à criação de sindicatos locais nas Universidades Federais e o fortalecimento do PROIFES”, explica a diretora de Política Sócio-cultural da ADURN, Gilka Pimentel.
Outro ponto incluído na pauta foi a regulamentação das Escolas de Aplicação, proposta pelo governo através da minuta de Portaria, que edita a intenção em integrar as Escolas ao Sistema de Ensino Municipal e Estadual.
Concebidos para aproximar a pesquisa acadêmica e a formação docente, sintonizando-as com novas práticas pedagógicas, a concepção das escolas de aplicação está baseada na relação estreita com as universidades às quais são ligadas, e os professores temem que com a municipalização ou estadualização a tônica vigente seja a do isolamento e da ausência das práticas de pesquisa, extensão e divulgação científica.
O diretor do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Edson Luiz, fez um relato do encontro em Brasília, entre o Conselho de Diretores dos Colégios de Aplicação Federais (Condicap), a Secretaria de Educação Superior (SESU) e a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), nos dias 05 e 06 de abril. Para ele, o Condicap sai satisfeito desta primeira conversa com a Secretaria de Educação Superior, quando o secretário da SESU, Luiz Cláudio, colocou a intenção do governo de trazer a discussão e construção da regulamentação para as bases.
O encontro contou com a presença das ADs filiadas ao PROIFES, Adufrgs, Sindiedutec, Adufscar, Adufms, Apubh, Apub, Adufg, Adufc, além da Adufepe, Apufs, Sesduf-RR, Adunb, Associaçãoes parceiras. Representando a ADURN, participaram o presidente da entidade, João Bosco Araújo, a vice-presidente, Sandra Nunes, o secretário geral, Francisco Mascena, o primeiro tesoureiro, José Campos, o diretor de Política Sindical, Wellington Duarte, a diretora de Política Sócio-cultural, Gilka Pimentel, e o diretor de Política Educacional e Científica, José Maxwell.
 

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