Explorar
Menu
Pesquisa
Associado

Menu

Pesquisa

Depois dos erros, MEC reformulará Enem

Publicado em 28 de Janeiro de 2011 Por ADURN Sindicato

Depois de uma série de erros nos últimos dois anos, o Ministério da Educação (MEC) trabalha na reformulação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Uma das propostas em análise é envolver diretamente as universidades federais na organização do exame.
A presidente do Inep, Malvina Tuttman, confirmou que mudanças estão em estudo, mas evitou dar detalhes: "estamos conversando sobre isso dentro do governo. Não posso adiantar nada".
Ela se reuniu a portas fechadas com integrantes do Conselho Nacional de Educação (CNE). O secretário de Educação Superior do MEC, Luiz Cláudio Costa, disse que as universidades terão participação efetiva no Enem: "vai ter uma forma efetiva de participação. Elas vão participar com o que têm de melhor. As inscrições no programa Universidade para Todos (ProUni) bateram recorde este ano: 1.048.631 candidatos inscreveram-se no programa, que oferece bolsas gratuitas para alunos de baixa renda em 1,5 mil instituições privadas de ensino superior".
Até então, a maior marca tinha sido registrada em 2010, com 822 mil candidatos. O resultado da primeira chamada será divulgado amanhã. O ministro Fernando Haddad quer realizar duas edições do Enem em 2011.
Malvina não comentou a proposta do presidente da Câmara de Educação Superior do CNE, Paulo Speller, de regionalizar o Enem, fazendo provas distintas, em datas diferentes, nas diversas regiões. Já o secretário Luiz Cláudio Costa rechaçou a ideia: "não é o caminho. O que precisamos fazer é aperfeiçoar o sistema. Mas o sistema tem que ser nacional. Não podemos deixar questões menores atrapalharem um projeto Brasil".
Sistema S e o ProUni do Ensino Médio
Outra proposta do MEC, a de oferecer ensino médio em horário integral, associado ao ensino técnico, que vem sendo chamado de ProUni do Ensino Médio, prevê transformar uma dívida do Sistema S em vagas gratuitas para estudantes da rede pública. O MEC estima que o Sistema S - do qual fazem parte o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) - tenha deixado de recolher cerca de R$ 3 bilhões do salário-educação, no período de 2000 a 2004. Entidades do movimento educacional, tanto de professores, como de estudantes, são contra a proposta.
Portal Vermelho
 

Compartilhar: