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Estudo do IBGE destaca aumento da formalização no mercado de trabalho do país

Publicado em 28 de Janeiro de 2011 Por ADURN Sindicato

Um dos principais destaques do mercado de trabalho em 2010 foi o crescimento da formalização, segundo Cimar Azeredo Pereira, gerente da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). De 2009 para 2010, o total de trabalhadores com carteira assinada subiu 7,2%. Entre 2003 e 2010, a expansão acumulada ficou em 38,7%.
Com isso, o contingente de empregados formais chegou a 10,2 milhões de pessoas – o que corresponde à proporção recorde de 46,3% de toda a população ocupada nas seis maiores regiões metropolitanas do país. Já o total de trabalhadores sem carteira caiu de 15,5% dos ocupados para 12,1%.
Nesse intervalo de tempo, mais do que dobrou o número de trabalhadores com carteira em Recife e Belo Horizonte. Em São Paulo, houve expansão de 39,2%. Já o total de empregados por conta própria, informais em sua maioria, caiu de 20% em 2003 dos ocupados para 18,4% em 2010.
Para Azeredo Pereira, mesmo diante da crise, em 2009, o número de empregados com carteira continuou a crescer, apesar da freada na ocupação média (alta de apenas 0,7%, contra 3,5% em 2010).
Isso mostra que a formalização é um processo contínuo e está ligado à maior fiscalização do Ministério do Trabalho, à expansão da economia nos últimos anos e ao aumento da oferta de trabalho em setores mais formais.
É o caso, por exemplo, dos serviços prestados às empresas, atividade que reúne a terceirização e tem absorvido empregados de outros ramos, como a indústria.
Nessa atividade, 67,8% dos empregos são formais (dado de 2010). Na indústria, o percentual é de 66,7%. Na construção civil, por sua vez, a formalidade abarcou, em 2010, apenas 36,8% dos trabalhadores, cuja maioria está na informalidade ou trabalha por conta própria. Esse percentual, porém, era ainda menor: 25,5%.
Para Cimar, houve avanço no que tange à formalização, mas ainda resta "um contingente muito expressivo de trabalhadores na informalidade".
Taxa de desemprego
O desemprego encerrou o ano de 2010 com taxa de 5,3% em dezembro, menor marca desde o início da série histórica do IBGE, em 2002. Na média anual, a taxa ficou em 6,7%, também na mais baixa variação da pesquisa do instituto. Em novembro, a taxa havia sido de 5,7% e, em 2009, de 8,1%.
Em dezembro, o desemprego cai sazonalmente por dois motivos: maior oferta de vagas temporárias e redução da procura por trabalho por conta das festas de final de ano.
Ocupação
Diante disso, a ocupação cresceu 2,9% em dezembro ante o mesmo mês de 2009 e totalizou 22,5 milhões de pessoas. Já o contingente de desempregados caiu 8% em relação a novembro e 21,4% na comparação com dezembro do ano anterior e fechou o ano passado em 1,3 milhão de pessoas.
Na média de 2010, a ocupação subiu 3,5%, contra uma queda de 15% do número de desempregados. O emprego com carteira aumentou 8,1% em dezembro ante o mesmo mês de 2009.
Com esse cenário, houve uma formalização do mercado de trabalho em 2010, que passou a contar com 46,3% de empregados formais no setor privado, ante 44,7% em 2009. Trata-se da maior proporção da série histórica do IBGE.
Já o rendimento teve queda de 0,7% em dezembro ante novembro e encerrou o ano a R$ 1.515,10. Na comparação com dezembro de 2009, houve crescimento de 5,9%. Em 2010, a média ficou em R$ 1.490,61, com alta de 3,8% ante 2009. Trata-se da maior cifra registrada desde 2002.
CTB
 

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