CMS reforça necessidade de pressão nas ruas para garantir avanços
Sair às ruas com o objetivo de avançar na implementação das propostas contidas no Projeto Brasil e garantir a manutenção do canal de diálogo entre governo federal e movimentos sociais foram as principais preocupações pautadas na primeira reunião da operativa da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), promovida nesta quarta-feira (26), na sede nacional da CTB.
Unificar forças com centrais
Durante a reunião, coordenada pelo membro da CMS e secretário de Políticas Sociais, Rogério Nunes, os sindicalistas destacaram a importância da entidade manifestar apoio à luta das centrais sindicais pela valorização do salário mínimo - com aumento para R$ 580 - e pela atualização da tabela do Imposto de Renda em 6,47%.
Estiveram presentes, ainda, os dirigentes da CTB, Pascoal Carneiro (secretário-geral), João Batista Lemos (secretário adjunto de Relações Internacionais) e Eduardo Navarro (Imprensa e Comunicação).
João Batista Lemos destacou a “necessidade da manutenção da política de ganhos reais para o salário mínimo” como “essencial para o fortalecimento do mercado interno, que tornou o país menos vulnerável à crise do capital financeiro internacional”’. “É bom lembrar que os EUA continuam imprimindo centenas de bilhões de dólares e com isso exportando sua inflação para o mundo”, disse.
Partir para ofensiva
Opinião compartilhada por Rosane Bertotti, dirigente da CUT, que destacou que esse é o ano dos movimentos sociais. “Daí a necessidade de irmos às ruas para garantir direitos e a continuidade dos avanços. Não podemos ficar na defensiva, esperando. Ainda mais quando se trata de um tema como o salário mínimo, que dialoga com 47 milhões de trabalhadores, aposentados e pensionistas”. Para ela, a CMS deve ser um instrumento de articulação dos movimentos sociais.
Segundo Lúcia Stumpf, da União Brasileira de Mulheres (UBM), é essencial que o movimento social se mantenha unido e mobilizado para “dar um choque de realidade” no novo governo. “A questão social não pode se encerrar na erradicação da pobreza, na inserção dos miseráveis”. Mas até para que isso seja materializado, e saia do terreno das proposições, advertiu, é preciso reverter a agenda do atraso, fortalecer os investimentos e o protagonismo do Estado e não cair na cantilena do “fazer mais com menos”. As propostas expostas na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora são uma importante base para o diálogo, acredita.
A próxima reunião da CMS ficou agendada para o dia 16 de fevereiro, quando serão definidos os próximos passos da entidade e os encaminhamentos para a realização de uma plenária nacional no dia 25 de fevereiro, em São Paulo. Ficou definido ainda a promoção de uma atividade durante o Fórum Social Mundial, que acontece em Dakar, no Senegal, de 6 a 11 de fevereiro.
Portal CTB