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Brasil rejeita pressão para entrar na guerra afegã, diz WikiLeaks

Publicado em 17 de Janeiro de 2011 Por ADURN Sindicato

Os Estados Unidos pediram ao Brasil que contribuísse na guerra do Afeganistão, mas o País rejeitou participar, revelou um telegrama confidencial da diplomacia americana divulgado ontem pelo site WikiLeaks.
No telegrama, de outubro de 2008, o então embaixador americano no Brasil, Clifford Sobel, diz que o pedido tinha sido encaminhado no mês anterior a funcionários brasileiros e afirma que o Brasil “tem procurado por projetos relacionados a desenvolvimento, em detrimento a um apoio para o setor militar”.
“O histórico brasileiro sugere que seria uma quebra de precedentes o Brasil apoiar uma força militar estrangeira fora do mecanismo das Nações Unidas, com o qual o governo prefere trabalhar”, afirma Sobel. “O pedido de US$ 5 milhões em cinco anos é muito maior do que muitos outros que fizemos e ficaram sem resposta. Os recursos do Brasil para assistência em geral são extremamente limitados e o governo geralmente prefere a assistência técnica para projetos de desenvolvimento social”, analisa o embaixador.
Meses depois, Sobel trata novamente da questão ao reportar uma conversação com o embaixador Roberto Jaguaribe. “Há três principais obstáculos a superar com relação aos pedidos de assistência: a) o orçamento brasileiro, b) receptividade política, e c) dificuldade do Brasil em “comprar uma coisa que ele não formulou”.
A guerra movida pelos EUA contra o Afeganistão, com o apoio da Otan, tem claramente um caráter imperialista, embora conduzida a pretexto de combater o terrorismo. Além de injusta, é uma guerra sem futuro, em que as potências capitalistas não têm perspectiva de vitória. O custo para o povo afegão, porém, é imenso. Milhares de inocentes foram mortos pelo fogo imperialista e cresce a resistência contra a invasão imperialista.
Portal Vermelho
 

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