Explorar
Menu
Pesquisa
Associado

Menu

Pesquisa

TSE revela gastos exorbitantes nas eleições de 2010

Publicado em 30 de Novembro de 2010 Por ADURN Sindicato

Somente no primeiro turno foram gastos 2,77 bilhões de reais, de acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira (29) pelo Tribunal Superior do Trabalho (TSE).
O valor apurado pelo TSE corresponde a um “investimento” médio de R$ 20,41 por eleitor. O dado não leva em conta os candidatos que concorreram no segundo turno à Presidência e ao governo de oito estados e do Distrito Federal, porque eles têm até esta terça-feira (30) para prestar contas à Justiça Eleitoral.
Poder econômico
Obviamente tanto dinheiro não vem do bolso dos candidatos, mas de doadores formados principalmente por grandes empresários, inclusive estrangeiros, que passam a gozar, em função do financiamento de campanha, de forte influência nos poderes legislativos e executivos do país.
É certo também que tais empresários não costumam jogar dinheiro fora nem distribuem filantropia a qualquer pedinte. Escolhem os candidatos que julgam mais afinados com suas ideologias e interesses. É natural que os políticos mais chegados aos grandes capitalistas disponham de mais recursos nas campanhas e que os candidatos ligados aos movimentos sociais enfrentem mais dificuldades e uma concorrência desleal neste terreno.
Daí a luta por uma reforma política que estabeleça o financiamento público das campanhas políticas, de forma a reduzir a influência do poder econômico nos pleitos e, por consequência, nos poderes públicos.
Maior gasto
De acordo com o TSE, os 2.552 candidatos de São Paulo - estado que representa 22,31% do eleitorado nacional - foram os responsáveis pelo maior gasto absoluto: R$ 482,04 milhões no total. Mas o custo médio foi de R$ 15,91 por eleitor, inferior à média geral (R$ 20,41).
Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, ficou em segundo no ranking de gastos com campanha. Os 1.365 candidatos que prestaram contas tiveram uma despesa total de R$ 336,65 milhões. O custo médio foi bem maior, de R$ 23,18 por eleitor. Já os 1.911 candidatos do terceiro maior colégio do Brasil, o Rio de Janeiro, declararam gasto de R$ 211,62 milhões, com média menor, de R$ 18,26 por eleitor.
Menor despesa
O Amapá, com 237 candidatos, foi o estado com menor despesa de campanha: R$ 12,13 milhões. O TSE informa, no entanto, que estes números devem crescer, porque a eleição para governador foi decidida apenas no segundo turno.
Levando em conta o número de eleitores e o total de despesa, Roraima foi proporcionalmente o que teve recorde de gasto por pessoa votante. Os 413 candidatos declararam custos de R$ 26,18 milhões. A média por eleitor ficou em R$ 96,30. Assim como no Amapá, os valores finais serão ainda maiores porque a eleição de governador foi decidida no segundo turno.
Deputados e senadores
Ainda segundo as informações do TSE, os candidatos a deputado federal, estadual e distrital foram as que mais despenderam recursos em valores absolutos: R$ 1,83 bilhão ou 66,13% do total de R$ 2,77 bilhões gastos por todos os candidatos que disputaram o primeiro turno.
Para o Senado, os 248 candidatos que prestaram contas tiveram despesa de R$ 353,46 milhões, com média de R$ 1,43 milhão por candidato. O custo foi de R$ 2,61 por eleitor. Os dez candidatos ao Senado pelo Rio revelaram gastos de R$ 31,58 milhões, uma média de R$ 3,16 milhões por candidato, a mais alta do Brasil.
Os R$ 2,77 bilhões citados no início dessa matéria incluem ainda os gastos informados pelos sete candidatos a presidente da República e respectivos vices que não participaram do segundo turno, no montante de R$ 24,44 milhões.
Portal Vermelho
 

Compartilhar: