Explorar
Menu
Pesquisa
Associado

Menu

Pesquisa

Mobilizações da consciência negra tomaram as principais capitais

Publicado em 22 de Novembro de 2010 Por ADURN Sindicato

Em comemoração ao Dia da Consciência Negra neste sábado (20), capitais como Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo realizaram eventos artísticos especiais e mobilizações. O presidente do bloco afro Ilê Ayê, a cantora Leci Brandão e o ministro da Promoção da Igualdade Racial, Elói Ferreira de Araújo, também comentam a data.
A Marcha da Consciência Negra mobilizou 3 mil pessoas em São Paulo
Em comemoração ao Dia da Consciência Negra neste sábado (20), capitais como Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo realizaram eventos artísticos especiais e mobilizações.
O Pelourinho, no centro histórico de Salvador, recebe atividades da Semana da Consciência Negra até este domingo (21). O evento contará com apresentações de bandas de black music. Além de música, quem comparecer pode visitar uma exposição sobre Luanda, capital de Angola.
No sábado (20) ocorreu a tradicional Caminhada da Liberdade, reunindo quase cem mil pessoas comandadas pelos blocos afro da cidade. A caminhada saiu do Curuzu.
Na Praça XV, no Rio, ocorreu a tradicional lavagem do Busto de Zumbi dos Palmares pela capoeira do Quilombo do Mestre Arerê. Na capital carioca, houve também homenagem organizada pela Seppir ao herói João Cândido Felizberto, o Almirante Negro.
Em São Paulo ocorreu a Marcha da Consciência Negra, que percorreu o centro antigo, repleto de construções que têm referência com a história dos negros no Brasil, como explica o coordenador nacional de União de Negros pela Igualdade (Unegro), Edson França. Segundo Edson, a passeata reuniu três mil pessoas e pautou a implementação de políticas públicas de combate ao racismo em São Paulo, a exemplo dos avanços em nível federal. Entretanto, Edson fez questão de dizer que os avanços nas políticas federais precisam ser ampliados.
Ilê Ayê
Para Vovô do Ilê Ayê, como é conhecido o presidente do bloco afro Carlos Antônio dos Santos, "a luta avançou bastante, está mais organizada. Tivemos alguns avanços, como as políticas de cotas e o Estatuto da Igualdade Racial, que, com todas as suas restrições, é um avanço".
Para vovô, o Brasil passou a se reconhecer como um país racista e essa questão é mais debatida pela sociedade brasileira. "Conseguimos resgatar o orgulho de ser negro, levantamos a nossa auto-estima, embora haja negros que ainda sofrem a chamada 'escravidão mental'", disse vovô.
Leci Brandão
A cantora Leci Brandão considera que o grande avanço dos últimos oito anos foi a criação da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), como resultado de uma reivindicação do povo negro. Leci participa do Conselho Nacional ligado à Secretaria apesar de nunca ter sido militante organizada até sua recente filiação ao PCdoB, partido pelo qual foi eleita deputada estadual nas últimas eleições: "eu sempre tive a preocupação de fazer da minha arte um instrumento em defesa dos menos favorecidos, entre os quais os negros têm um protagonismo. Isso fez com que a Matilde Ribeiro me convidasse para fazer parte do conselho, por notório reconhecimento da minha luta em prol da população negra".
Seppir
O ministro da Igualdade Racial, Eloi Ferreira de Araújo, explica que o Projeto de Lei do Estatuto da Igualdade Racial tramitou por mais de 10 anos e que a sua aprovação inclui no ambiente brasileiro o instituto das ações afirmativas. "O principal do Estatuto é ser um documento de afirmação que reúne condições para promover a igualdade entre negros e não negros. É um instrumento que busca igualar as condições no Brasil para igualdade de acesso a estruturas econômicas, sociais e culturais, e vai cotribuir p consolidar democracia", descreve o ministro.
Portal Vermelho

Compartilhar: