Explorar
Menu
Pesquisa
Associado

Menu

Pesquisa

Estatuto da Igualdade Racial entra em vigor no dia 20

Publicado em 13 de Outubro de 2010 Por ADURN Sindicato

 

Entra em vigor no próximo dia 20 de outubro o Estatuto da Igualdade Racial, iniciativa do senador Paulo Paim (PT-RS) aprovada em junho pelo Congresso, após sete anos de tramitação, e sancionada em julho pelo presidente Lula.
Ao tratar do assunto na sexta-feira em entrevista à NBR TV, o ministro da Secretaria de Políticas de Promoção de Igualdade Racial (Seppir), Elói Ferreira de Araujo, disse que a regulamentação do estatuto pode contemplar a criação de cotas para estudantes negros nas universidades.
- Foi falado durante as discussões [no Senado] que o estatuto tinha retirado o instituto de cotas na universidade. A palavra "cotas" foi retirada, mas não a expressão "o instituto de ações afirmativas". "Cotas" não é sinônimo de ação afirmativa, mas uma modalidade e, por conseguinte, requer regulamentação para que toda a sociedade possa ter acesso a essa possibilidade - afirmou Araújo.
Essa é a segunda vez que o ministro anuncia a intenção de instituir a política de cotas como parte de programas afirmativos na área educacional. Ele não explicou, no entanto, como seria regulamentada a Lei 12.288/10, se por meio de decreto ou medida administrativa.
Em 18 de junho, o ministro foi criticado pelo presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), senador Demóstenes Torres (DEM-GO), relator do projeto. "Ação afirmativa é um instituto "guarda-chuva". Cotas é espécie, ação afirmativa é gênero. As cotas estão dentro das ações afirmativas", disse Araújo ao portal G1. E acrescentou: "Não precisa passar pelo Congresso porque o texto da lei assim nos dirige, diz que é possível fazer. Esse estatuto é apenas extraordinário."
Demóstenes reagiu: "Isso é o que se chama de tentativa de fazer com que o Congresso seja fechado ainda que esteja aberto. Se o presidente editar um decreto, o Senado pode sustar. Essa matéria tão polêmica deve ser regulamentada através de uma lei", disse.
Logo após a sanção, em julho, Paulo Paim lamentou a exclusão de reivindicações do movimento negro, mas comemorou: "É um passo à frente, uma conquista. Possui representatividade jurídica, histórica, legal e moral".

Jornal do Senado

Compartilhar: