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Ministro Haddad defende prioridade para a educação

Publicado em 4 de Agosto de 2010 Por ADURN Sindicato

O ministro Fernando Haddad, da Educação, informou que o Governo Federal está trabalhando num Plano Nacional de Educação, um plano “ambicioso” para o próximo decênio e a SBPC ouviu com muita atenção. Afirmando que os níveis da educação estão crescendo, o ministro disse não ser possível focalizar as ações em determinadas etapas em detrimento de outras e defendeu que haja um encadeamento, beneficiando todos os níveis – o básico, o fundamental e o superior. “A Educação começa pela base e pelo topo”, enfatizou ele, na conferência de encerramento da 6ª Reunião Anual da SBPC, no início da noite desta sexta-feira, 30, no auditório da Reitoria da UFRN, quando abordou “Os Avanços da Educação no Brasil de hoje”.
Até a pesquisa de ponta interessa à educação básica, afirmou citando o exemplo do Campus do Cérebro que está sendo construído em Natal, com recursos da ordem de R$ 100 milhões, onde pesquisadores internacionais pesquisam neurociências a partir da educação. É preciso ter uma visão sistêmica da educação, desde a infantil, até a pós-graduação. “Essa é a garantia de que as metas serão atingidas”.
Sem orçamento não há como abranger a totalidade dos desafios que estão postos para a educação e na gestão do Governo Lula esse orçamento triplicou, comparando com gestões anteriores, quando a educação passou 10 anos (de 1995 a 204) com o orçamento da educação sendo corrigido pela inflação.
As ações na educação, segundo o ministro, observam quatro pilares – financiamento, avaliação periódica (trabalha com metas de qualidade), valorização do profissional da educação e gestão. Nesse último caso ele citou o compromisso do atual governo de sempre nomear o reitor eleitos pelas instituições e depois consolidando toda legislação referente ao princípio da autonomia universitária. Hoje as universidades têm a autonomia de remanejar rubricas, por exemplo. O mesmo acontece na educação básica, quando os dirigentes das escolas são escolhidos por critérios técnicos.
Vestibular
Questioanando o vestibular, ele lembrou que esta palavra só existe no português. O ministro defendeu que exista um currículo para o ensino médio, que seja porta de entrada para o ensino superior, como acontece em outros países. Eu não sou dos que idealizam o processo de avaliação. Eles são imprescindíveis, mas não deve ser observado apenas isso. “A avaliação tem que ser subordinado ao currículo, e não o contrário”.
Fernando Haddad chamou a atenção para a importância do casamento da educação superior com a educação básica: temos que chamar as instituições de ensino superior para a responsabilidade com a educação básica”, afirmou .
A formação de professor é questão de Estado e como tal deve ser gratuita e de qualidade, afirmou sob aplausos. O jovem que quer ser professor tem que fazer sua graduação gratuitamente, enfatizou.
O ministro falou ainda do PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência) e sobre o censo 2009 que foi concluído, indicando que a matrícula das universidades em licenciaturas aumentou 32%, e sobre uma meta para salário de professor, onde “o salário do professor não possa ser menor que o salário de outras profissões. Isso vai trazer novos talentos para a área”. Lembrou também que as vagas no ensino superior mais que duplicou e que o Brasil ocupa hoje uma boa posição em produção científica – mais de 2% da produção científica do mundo.
“Temos que começar a pensar grande para o Brasil. Se queremos uma melhor educação, temos que ter metas mais ousadas. Não podemos perder esse vigor”.
Agecom/UFRN

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