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Lula sanciona novo PNE, que irá ampliar investimento em educação pública

Publicado em 15 de Abril de 2026 Por ADURN Sindicato
Lula sanciona novo PNE, que irá ampliar investimento em educação pública

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira, 14 de abril, o novo Plano Nacional da Educação (PNE), durante solenidade no Palácio do Planalto. Essa política pública estabelece o planejamento estratégico para a educação brasileira nos próximos dez anos, com base constitucional. Entre as propostas, as ações visam ampliar o investimento público em educação, atingindo o equivalente a 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país até o 7º ano de vigência e 10% do PIB até o final do decênio.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) marcou presença na solenidade. A presidenta da CNTE, Fátima Silva, foi mencionada pelas autoridades como representante dos trabalhadores e das trabalhadoras da educação que contribuíram para este Plano. “Durante os próximos dez anos, teremos 10% do investimento do Produto Interno Bruto (PIB) na educação, uma educação inclusiva, de tempo integral, incluindo as nossas comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas”, destacou.

A dirigente acrescenta que o plano inclui medidas para a valorização profissional dos professores e dos funcionários da educação e a questão salarial do seu conjunto. “Nós da CNTE vamos estar em cada município e em cada estado brasileiro cobrando para que se cumpra essas metas estabelecidas no PNE”, afirmou Fátima Silva.

Durante a solenidade, o presidente Lula chamou a atenção para o trabalho de acompanhar a concretização deste plano. “A sociedade brasileira tem a obrigação política, moral e ética de fiscalizar para saber quem é que não está cumprindo, de onde vem a responsabilidade, por que o prefeito não cumpriu, por que o governador não cumpriu, por que o governo federal não cumpriu. E denunciar, fazer passeata, fazer greve, protestar. Porque senão as coisas não acontecem”, alertou.

O presidente também provocou: “Vocês já perceberam que neste país tem gente bem formada que acha que não precisa ter educação para todos?”. Na avaliação dele, a proposta de uma educação democrática não é consenso e por isso precisa ser defendida por todos os que acreditam nesse princípio . “Não pense que todo mundo gosta quando a gente fala de universidade para indígena. Não pense que todo mundo gosta quando a gente fala de universidade para quilombola. Nós é que temos que convencer as pessoas”, afirmou.

Investimento na educação

“Cada diretriz presente no novo PNE representa a esperança de um futuro mais justo, inclusivo e acessível, para que ninguém fique para trás” ressalta a relatora do projeto do PNE e senadora Teresa Leitão (PT/PE). Na avaliação dela, “Defender o PNE é acreditar no poder do conhecimento e reafirmar que investir em educação é, acima de tudo, investir em dignidade, cidadania e no destino de toda a nação. O PNE, portanto, representa esse compromisso coletivo com a qualidade, a equidade e a valorização da educação em toda a sua abrangência”.

O ex-ministro e atual senador, Camilo Santana (PT/CE), destacou que o compromisso do atual governo com a educação se reflete no investimento. “Houve um aumento de 63,6% do orçamento do Ministério da Educação de investimento em educação. Nós saímos do orçamento de 2022, 163 bilhões, para um orçamento de 268 bilhões”, detalhou o senador. Ele acrescenta que o novo PNE também trata do financiamento, porque “mantém a busca dos 10% do PIB para o investimento da educação no nosso país, e isso é fundamental”. 

Sobre o PNE

No total, o novo PNE tem 19 objetivos, 73 metas e 372 estratégias. O plano inaugurou uma década de transformação com diretrizes claras, mais coordenação federativa e compromisso político com a aprendizagem, a inclusão e a equidade. As iniciativas contemplam também a articulação do Sistema Nacional de Educação (SNE), aprovado pela Lei Complementar nº 220/2025, em torno de objetivos, metas e estratégias compartilhadas entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios.

O projeto de lei que deu origem ao novo PNE foi elaborado pelo Ministério da Educação (MEC). Parte das metas propostas pelo plano nasceram de programas e políticas desenhadas e em implementação pela pasta nesta gestão do governo federal, como é o caso do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA).

Prioridades

As principais metas do novo PNE incluem alfabetização, aprendizagem, trajetória escolar, infraestrutura, conectividade e educação digital, formação dos profissionais da educação e o financiamento em conformidade com o PIB do país.

Nesse contexto, entre os resultados esperados está a alfabetização de pelo menos 80% das crianças ao final do 2º ano do ensino fundamental, meta a ser alcançada até o quinto ano de vigência do plano, e a universalização da alfabetização na idade certa até o final do decênio. As propostas contemplam ainda o nível adequado de aprendizagem em matemática, entre outras iniciativas.

O novo modelo combina metas ambiciosas com instrumentos concretos de implementação, monitoramento e pactuação federativa. No que se refere à inclusão e à equidade, as desigualdades de aprendizagem entre grupos sociais definidos por raça/cor, sexo, nível socioeconômico, região e localização são tratadas como parte integrante das próprias metas.


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