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Salário do trabalhador aumentou 3,9%

Publicado em 28 de Junho de 2009 Por ADURN Sindicato
O salário médio do trabalhador formal brasileiro no momento da contratação subiu 3,9% no primeiro semestre deste ano, atingindo R$ 696,10, contra R$ 669,96 no mesmo período de 2007. Nos últimos cinco anos, a alta acumulada é de 22,36% — em 2003, o valor era de R$ 568,88. Os dados fazem parte de levantamento inédito divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho, feito com base nas informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A maior responsável pela expansão da remuneração inicial dos trabalhadores com carteira é a política de valorização do salário mínimo. Desde 2002, o reajuste real (descontada a inflação) supera os 50%. Nesse período, o mínimo saiu de R$ 200 para os atuais R$ 415. De acordo com o ministro Carlos Lupi, o crescimento da economia também ajudou a elevar a renda dos trabalhadores. “Na construção civil, por exemplo, não tem mais mestre-de-obra, não tem mais engenheiro. Então, as empresas oferecem salários maiores”, justificou Lupi, durante entrevista no Rio de Janeiro. “É um círculo virtuoso.” Das 27 unidades da Federação, apenas três apresentam salários acima da média: São Paulo (R$ 818,09), Rio de Janeiro (R$ 792,60) e Distrito Federal (R$ 762,50). A renda mais baixa pertence ao Piauí (R$ 499). Apesar de as diferenças regionais permanecerem — os sete piores rendimentos são pagos em estados das regiões Norte e Nordeste — a forte valorização do salário mínimo ajudou a atenuar a desigualdade entre os vários estados do país. Nos últimos cinco anos, a renda inicial dos trabalhadores subiu em torno de 30% em sete estados: Maranhão (38,71%), Acre (37,08%), Espírito Santo (31,76%), Minas Gerais (31,66%), Piauí (30,79%), Bahia (29,85%), Goiás (29,54%). Quatro ficam no eixo Norte-Nordeste. Os menores ganhos ocorreram no Amazonas (12,87%), no Distrito Federal (13,10%) e em São Paulo (15,67%). Ao longo desses últimos cinco anos, a diferença entre a maior e a menor renda (São Paulo e Piauí) encolheu de 85,4% para 64%. “Os números verificados principalmente no Nordeste comprovam aquilo que venho falando há mais de um ano: o aumento real do salário mínimo. Isso significa a melhor distribuição de renda que um país pode ter, porque você aumenta o poder de compra da base da pirâmide”, ressaltou o ministro Lupi. (Fonte: Correio Braziliense)
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