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MPF abre investigação sobre atuação de pastores lobistas no MEC

Publicado em 25 de Março de 2022 Por ADURN Sindicato
MPF abre investigação sobre atuação de pastores lobistas no MEC

Trata-se de um ‘procedimento preparatório’, ou seja, uma fase anterior à instauração de um inquérito civil

O ministro da Educação, Milton Ribeiro. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Ministério Público Federal abriu uma investigação sobre as suspeitas em torno dos pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, apontados como peças centrais em um gabinete paralelo no Ministério da Educação.

A apuração mira a participação dos pastores no repasse de verbas do MEC provenientes do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação, o FNDE.

Trata-se de um “procedimento preparatório”, ou seja, uma fase anterior à instauração de um inquérito civil. A investigação nasceu de uma representação protocolada na Procuradoria da República do Distrito Federal pelo deputado Ivan Valente (PSOL-SP).

“Determino a instauração de procedimento preparatório para apurar supostas irregularidades no fluxo de liberação de verbas do FNDE (não atendimento a critérios técnicos ou à ordem de prioridade de pagamentos antigos), possíveis fragilidades dos controles administrativos aplicáveis aos recursos destinados aos programas do órgão e possível inefetividade de planejamento orçamentário das ações do MEC/FNDE”, escreveu a procuradora Luciana Loureiro, ao abrir a investigação.

Na quarta-feira 23, o procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu ao Supremo Tribunal Federal autorização para investigar o ministro da Educação, Milton Ribeiro, pelos crimes de corrupção passiva, tráfico de influência, prevaricação e advocacia administrativa. O ministro teria cometido os delitos ao permitir o aparelhamento da estrutura do MEC com a criação de um gabinete paralelo operado por pastores evangélicos.

No documento apresentado ao STF, Aras afirma que as representações encaminhadas à PGR por parlamentares “portam grau de plausibilidade e lastro probatório material” e demandam a instauração de inquérito para “elucidação da possibilidade do cometimento dos delitos”.

Conforme revelado pelo jornal O Estado de S.Paulo, os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos, ligados às Assembleias de Deus no Brasil, intermediavam encontros de prefeitos com o MEC e participavam da liberação de recursos para os municípios.

Nesta quinta, a Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado aprovou um convite para que Milton Ribeiro esclareça a atuação dos pastores lobistas na liberação de verbas da pasta. O requerimento foi apresentado pelos senadores Jean Paul Prates (PT-RN) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Fonte: Carta Capital

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