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Aliados de Bolsonaro blindam ministro Milton Ribeiro na crise do MEC

Publicado em 24 de Março de 2022 Por ADURN Sindicato
Aliados de Bolsonaro blindam ministro Milton Ribeiro na crise do MEC

Devido à interferência, a convocação do ministro para explicar denúncias foi transformada em convite para o dia 31. Ministro não é obrigado a comparecer

 

valter campanato/ABR
milton ribeiro rindo
 
 
 
 

São Paulo – A base de apoio ao presidente Jair Bolsonaro no Senado blindou o ministro da Educação, Milton Ribeiro, que está no centro de uma série de denúncias de tráfico de influência no MEC envolvendo outros pastores. Requerimento aprovado nesta quinta-feira (24) pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte determinava a convocação do ministro para explicar denúncias sobre a existência de um balcão de liberação de verbas para municípios conforme interesses da Presidência da República. Convocado, ele seria obrigado a comparecer na próxima terça-feira (29). Mas devido à interferência a convocação foi transformada em convite, assim como a data. Com isso, o ministro só comparece se quiser, e mesmo assim, na próxima quinta (31).

Segundo denúncias de prefeitos, o esquema seria operado pelos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, para liberar recursos para prefeituras indicadas por parlamentares ligados ao chamado Centrão, de sustentação ao governo Bolsonaro.

 

Em uma gravação, o ministro Milton Ribeiro, que é pastor presbiteriano, diz que (o esquema) atende pedido do presidente Jair Bolsonaro, que estaria destinando recursos do MEC para a construção de igrejas.

Ontem, a comunidade científica divulgou cartas manifestando preocupação, indignação e pedindo a saída do ministro Ribeiro. “Entendemos que tais denúncias são suficientes para tornar insustentável a manutenção do Ministro e seu projeto, considerando a altivez e robustez que são inerentes à função”, diz trecho de nota da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped). E também de 31 associações e entidades científicas do setor. Nesse sentido, o documento pede que órgãos e entidades de controle da Administração Pública Federal averiguem as “denúncias alarmantes, que configuram em improbidade administrativa do Ministro da Educação”.

 

O conselho diretivo da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, formado por 12 entidades, também se posicionou com indignação diante do esquema “informal no MEC, que prioriza, com a liberação de verbas da educação, prefeituras indicadas por interlocutores privilegiados, atendendo a pedido especial do presidente da República desde janeiro de 2021”. 

Fonte: Rede Brasil Atual

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