Reforma Administrativa fechará as portas da universidade pública para quem mais precisa
Publicado em 23 de Setembro de 2021
Por ADURN Sindicato

Institutos e universidades federais são mais inclusivos e contribuem mais para a redução das desigualdades sociais que as universidades privadas – especialmente a partir dos anos 2000, com as políticas de ação afirmativa.
Dados da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) apontam que:
70,2% dos graduandos e graduandas são de famílias com renda de até 1,5 salário-mínimo por pessoa
64,7% fizeram o ensino médio em escola pública (completo ou a maior parte)
51,2% são negros
Mas, com a Reforma Administrativa (PEC 32/2020), esses avanços poderão acabar.
Ela determina que a prioridade na prestação de serviços públicos será da iniciativa privada, e cortará os investimentos nos institutos e nas universidades públicas (que lideram todos os rankings de qualidade e produzem 99% da ciência no Brasil).
Assim, estudantes não terão mais acesso ao ensino superior gratuito e de qualidade. E ainda correrão o risco de ter que pagar para estudar em instituições privadas, o que dificultará o acesso para as camadas mais fragilizadas do nosso país.
Antes que a PEC 32/2020 destrua o futuro dos brasileiros e brasileiras, é preciso barrá-la.
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Fonte: APUB