Explorar
Menu
Pesquisa
Associado

Menu

Pesquisa

"Paradoxalmente, quanto mais adverso é o contexto, mais os sindicatos são necessários", afirma Victor Rodrigues na última mesa do 2º Encontro de Docentes da UFRN

Publicado em 10 de Setembro de 2021 Por ADURN Sindicato
"Paradoxalmente, quanto mais adverso é o contexto, mais os sindicatos são necessários", afirma Victor Rodrigues na última mesa do 2º Encontro de Docentes da UFRN

Em preparação para o XVII Encontro Nacional do PROIFES-Federação, o ADURN-Sindicato realizou nestas quinta (9) e sexta-feira (10) o 2º Encontro de Docentes da UFRN. O professor do Instituto Federal da Paraíba e diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Instituições Federais de Educação da Paraíba (SINTEF/PB), Victor Rodrigues, foi o convidado da última mesa do evento, para falar sobre a organização do movimento sindical frente aos novos desafios. A atividade foi mediada pela diretora do ADURN-Sindicato, Mercês Fátima, e pelo diretor Alex Reinecke, 

Victor iniciou sua exposição apontando as provocações que iriam nortear a conversa sobre o tema proposto: “Os sindicatos estão em crise? São imprescindíveis, precisam se renovar? Como?”, questionou. Além disso, o docente pontuou sobre o contexto atual, que considera adverso para a ação sindical. 

Para ele, "Paradoxalmente, quanto mais adverso é o contexto, mais os sindicatos são necessários". O dirigente explica que isso é o que acontece na atualidade diante de "uma quantidade absurda de reformas, e não são reformas de acréscimo de direitos, de garantia de estabilidade. São reformas de retirada de direitos e flexibilização trabalhista, desde 2008".

Nesse aspecto, Victor Rodrigues lembra que  a  extinção do Ministério do Trabalho, pelo Governo Bolsonaro, não foi um ato qualquer: “Tem um peso simbólico imenso, consequências práticas. O primeiro gesto do governo foi dar um recado aos trabalhadores e ao movimento sindical de que a questão do trabalho não seria importante no seu governo".

O docente alertou para o caráter de precarização do trabalho da Proposta de Emenda à Constituição 32. Ele considera que a Reforma Administrativa é a Reforma Trabalhista do setor público e aponta as formas de contratação e demissão, e a estabilidade restrita às carreiras de Estado como alguns pontos presentes à proposta que fragilizam o servidor público.

O estímulo à reflexão dos presentes foi provocado a partir de um resgate histórico e da apresentação de dados sobre o Movimento Sindical. O diretor do ADURN-Sindicato, Alex Reinecke, observou que o atual contexto provoca um impacto na solidariedade de classe: "Me parece ser uma ação degradante das racionalidades neoliberais, na medida em que vão produzindo uma erosão dentro da dimensão da solidariedade, tão fundamental na ação sindical e ação política".

Ao final da exposição, o professor Victor apontou os desafios para a renovação do Movimento Sindical. 

 

Veja abaixo o debate completo:

 

 

Todos os debates realizados no 2º Encontro de Docentes da UFRN estão disponíveis no canal do YouTube do ADURN-Sindicato.

Compartilhar: