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Cortes no orçamento na educação superior podem fazer UFBA suspender atividades

Publicado em 13 de Maio de 2021 Por ADURN Sindicato
Cortes no orçamento na educação superior podem fazer UFBA suspender atividades

UFBA é mais uma Universidade do país que diante dos cortes orçamentários do governo federal pode suspender atividades. Instituição marca ato virtual em defesa da educação, no dia 18

A Universidade Federal da Bahia (UFBA) pode suspender as atividades neste ano por causa dos cortes de 18,7% no orçamento deste ano em comparação com 2020, feitos pelo governo federal. A UFBA é a segunda Universidade que expõe a grave situação econômica por que passa pondo em risco a educação de milhares de estudantes. Nesta semana, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), já havia denunciado as graves consequências dos cortes no ensino superior. 

O Orçamento Federal reserva, em 2021, R$ 2,5 bi para os chamados gastos discricionários das 69 universidades federais, que representam cerca de 1,3 milhão de estudantes. Com valores atualizados pelo IPCA, esse montante é praticamente igual ao destinado pelo Orçamento de 2004, no governo Lula. No entanto, naquele ano o Brasil tinha 51 instituições, que ao todo abrigavam 574 mil alunos.

Em valores absolutos previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA), a dotação prevista para a UFBA  nas despesas discricionárias ( pagamento de água, luz e segurança da instituição, bem como os investimentos e assistência estudantil) é de R$ 132.814.289,00. No ano passado, essa previsão era de R$ 163.308.544,00.

Procurada pelo Bahia Notícias, a assessoria de imprensa da UFBA demonstrou que nas ações de assistência estudantil o corte foi ainda pior: 20%. "Com o veto presidencial, que afeta recursos de capital, o corte alcançará R$34.878.292,00 (21,4%)", disse a universidade em nota.

A UFBA admitiu ao Bahia Notícias que há risco de paralisação por falta de verbas para custear o funcionamento da instituição, mas reforça que a administração tem dedicado esforços para reverter a situação. "Tais esforços incluem, além das imprescindíveis medidas administrativas, expor à sociedade o projeto de destruição do ensino público que está por trás dos cortes, que podem, sim, inviabilizar o funcionamento normal das universidades públicas", defendeu.

Em seu site, a Universidade Federal da Bahia justificou as medidas de contenção colocadas em prática como investimento em assistência estudantil. Diz trecho da nota: “Diante do desafio de reacomodar nessa nova cifra uma política de assistência estudantil cujo orçamento já se encontrava defasado, a Pró-reitoria de Ações Afirmativas e Assistência Estudantil (Proae) vê-se obrigada a adotar medidas de contenção que incidirão, majoritariamente, nos valores dos benefícios de natureza acadêmica atualmente oferecidos".

Houve redução no valor das bolsas acadêmicas oferecidas pelos editais Permanecer, Sankofa e Projetos Especiais; limitação no auxílio-alimentação de estudantes; redução no auxílio de apoio à inclusão digital; a manutenção do auxílio-transporte apenas para os estudantes que recebam somente esse benefício; e por último foi suspensa por tempo indeterminado, a concessão de auxílio financeiro para saúde e aquisição de material didático.

Confira aqui a íntegra da nota da UFBA.

A Universidade também anunciou que fará um ato virtual, na próxima terça-feira (18), a partir das 9 horas da manhã.  Transmitido pelo Youtube da TV UFBA, o manifesto visa denunciar o "desmonte de políticas públicas e a destruição em curso do sistema educacional brasileiro".

Rrepdução UFBA

Fonte: CUT Brasil

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