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Não há retorno das atividades presenciais este ano, avaliam entidades da educação em Live do SindPROIFES

Publicado em 14 de Julho de 2020 Por ADURN Sindicato

“Não há cenário que situe o retorno das atividades presenciais ou semi-presenciais este ano, esta é a realidade. Com uma pandemia sem controle, devemos chegar à marca de 70 mil mortes, isso é gravíssimo. Nossa missão é respeitar e proteger a vida, que não é precificável, que não pode ser colocada como elemento de cálculo, [proteger] a vida de nossa comunidade, dos nossos estudantes, docentes, técnicos e terceirizados”. Com esta fala o presidente da Andifes, João Carlos Salles resumiu a tônica do lançamento do guia Orientações para retomada das aulas: reflexões sobre o ensino em tempo de pandemia, produzido pelo PROIFES-Federação e lançado durante Live do SindPROIFES realizada nesta sexta-feira, 10.

A Live contou também com a participação dos presidentes do Conif, Jadir José Pela, e do PROIFES-Federação, Nilton Brandão, e do SindPROIFES, Valdemir Alves Júnior, além da diretora de Comunicação do PROIFES e professora do Núcleo de Educação Infantil da UFRN, Gilka Pimentel, e da conselheira do PROIFES e presidenta da APUB, Raquel Nery, e mediação do jornalista Sérgio Lerrer.   

“O melhor caminho para todos nós é o diálogo, precisamos tratar do assunto e fazer algumas considerações: para atividades presenciais não tem a menor chance de estabelecermos prazos, mesmo porque não somos nós que vamos estabelecer, é a ciência, a medicina, a matemática, os estatísticos com os dados que vão nos trazer condições para tratarmos dessa possibilidade do retorno, e também os governos, sejam municipais, estaduais e federal. Portanto discutir, debater e tratar do tema, estabelecer regras e diretrizes é fundamental para quando retornarmos”, acrescentou o presidente do Conif, Jadir Pela.

“Até o final do ano não teremos condições de ter aulas presenciais. O que o PROIFES está dizendo com este guia é quais são as condições de saúde necessárias para que as pessoas tenham um ambiente seguro e que a vida esteja protegida. Precisamos agregar formação continuada dos professores também nos ambientes de tecnologia múltiplas que precisam ser apropriadas. Para nós o ensino de qualidade é inegociável”, destacou o presidente do PROIFES, Nilton Brandão.

Ao apresentar as questões referentes ao Magistério Superior no guia elaborado pelo PROIFES, a conselheira Raquel Nery destacou que o documento é resultado de um trabalho colaborativo do conjunto dos professores dos sindicatos formam a Federação, e representa a síntese de um debate complexo que começou logo depois do início da quarentena. “São grandes afirmações de caráter geral, de princípios, e oferecendo subsídios para qualificar o debate e os processos de tomada de decisão que estão acontecendo nas universidades e dos quais os professores acabam participando, porque são os que, no fim das contas, movimentarão esta atividade de ensino”, ponderou Nery.

Dentre os princípios reafirmados no documento, destaca-se que em uma eventual retomada das atividades a qualidade do ensino é inegociável, junto com a equidade do acesso aos recursos para as aulas e formação docente para atuar no ambiente digital, afirma a presidenta da APUB-Sindicato. “O guia aponta para a possibilidade de soluções pedagógicas que sejam transitórias, guardadas o devido cuidado com a preservação das características das universidades e institutos federais, a autonomia universitária, pedagógica, no contexto de cada instituição. Exigências mínimas para o retorno presencial, e acima de tudo está a defesa da vida, da universidade e deste sistema de ensino da saúde e das condições do trabalho docente”, reforça a conselheira do PROIFES.

A educação básica e suas especificidades, também presente nas orientações do guia elaborado pelo PROIFES, foi o objeto da fala da diretora da Comunicação do PROIFES e professora do Núcleo de Educação Infantil da UFRN, Gilka Pimentel: “temos dentro das Instituições Federais de Ensino Superior 17 escolas de aplicação vinculadas a universidades, e dez unidades de educação infantil, e o PROIFES-Federação tem em sua base professores que fazem parte da carreira do EBTT [Ensino Básico, Técnico e Tecnológico], por isso este guia do PROIFES traz também a discussão do ensino básico.”

Para Gilka, o processo de aprendizagem e interação de crianças é muito diferente de processos com adultos, “e por isso precisamos pensar em protocolos pedagógicos específicos para esses sujeitos, que respeitem os protocolos de saúde e as condições para um possível retorno, respeitando a vida dos alunos, docentes, e apoio técnico”, salientou.  

“O PROIFES está discutindo e a apresentando orientações, resultado de conversas com especialistas, como neste evento. É papel do PROIFES-Federação e seus sindicatos, que representam os professores da educação federal, fomentar essa discussão”, destacou Valdemir Alves Jr., presidente do SindPROIFES, entidade que lançou oficialmente um blog interativo sobre a volta aos aulas durante a live, que pode ser acessado no endereço (http://sind-proifes.org.br/posts/volta-as-aulas)

Fonte: PROIFES-Federação

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