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Núcleo de Direitos Humanos quer construir uma rede ampla em defesa da dignidade da vida

Publicado em 22 de Março de 2018 Por ADURN Sindicato

Com o objetivo de envolver a Universidade na construção de políticas e ações de Educação para os Direitos Humanos e a Democracia, o ADURN-Sindicato está lançando o Núcleo de Direitos Humanos: raça/etnicidade, gênero e sexualidades. A ação acontece no próximo dia 28 de março, às 15h, no auditório do Núcleo de Práticas Jurídicas, campus central da UFRN.

A expectativa é de que o Núcleo possa buscar atuar como um espaço de interlocuções plurais entre docentes e acadêmicos, com atuação na temática dos Direitos Humanos, através da participação também de organizações, movimentos e demais interessados no assunto.

“Trata-se de um instrumento facilitador na discussão das questões raciais, de gênero e sexualidades no âmbito da educação pública e das lutas sociais para que busquemos permanentemente a superação do racismo, sexismo, homo e transfobia, e demais formas de violência e desigualdades”, esclarece a professora Gilka Pimentel, vice-presidente do ADURN-Sindicato.

Sem prejuízo da função às demais instâncias competentes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o Núcleo também buscará desenvolver ações que ajudem a coibir quaisquer formas de discriminação e/ou de assédio que fragilizem as vítimas e/ou agridam os direitos da pessoa humana.

Para a professora da UFRN e pesquisadora na área da antropologia do crime e sistema prisional, Juliana Melo, esse é um momento importante, sobretudo no contexto brasileiro de regressões a direitos. “Essa é uma discussão central que envolve temas que dizem respeito à sexualidade, gênero, mulheres, feminicídio, inserção profissional, crianças, refugiados, prisões, centros educativos, morte de policiais, dentre outros. Simplesmente há um grande tabu no Brasil e diante do quadro atual de polarização ideológica estamos tendo uma propagação massiva de uma ideia estereotipada sobre Direitos Humanos, que coloca que a temática não serve para nada, só para defender bandido”.

A professora chama atenção, ainda, para a origem do termo Direitos Humanos que foi instituído pós Segunda Guerra Mundial, após holocausto, do massacre de milhares e milhares de vida. “O que os Direitos Humanos propaga é a ideia de que todos são iguais, e de que todos têm direitos independente de religião, sexualidade, do crime cometido. Uma das ideias centrais é o da dignidade da vida. Quem luta por Direitos Humanos luta pela dignidade de todos aqueles que têm a vida ameaçada”, ressalta.

“Discussão fundamental a ser feita, principalmente se pensarmos que no nosso Estado tivemos um dos maiores massacres do sistema prisional brasileiro e se pensarmos na quantidade de assassinatos que temos na nossa cidade e que não envolve apenas pessoas vinculadas ao crime, mas policiais e agentes penitenciários”, valia Juliana Melo.

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