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ADUFRGS-Sindical participa do lançamento da Frente Gaúcha em favor das instituições públicas federais de ensino

Publicado em 20 de Setembro de 2017 Por ADURN Sindicato

Um grande debate reuniu, na manhã desta segunda-feira (18/09), cerca de 500 pessoas no auditório Dante Barone, na Assembleia Legislativa do RS. Estudantes, professores, técnico-administrativos, reitores, sindicalistas e parlamentares participaram do ato público que lançou a Frente Gaúcha em favor das instituições públicas federais de ensino. Representando a ADUFRGS-Sindical compareceram os diretores Lúcio Vieira (vice-presidente) e Eduardo Rolim (diretor de Relações Sindicais).

O evento, promovido pela presidência da Assembleia Legislativa e pelo Fórum Democrático, contou com a presença de todos os reitores das instituições federais de ensino do RS, além da UERGS, da bancada federal gaúcha, das bancadas estaduais e de representantes de servidores, de alunos, de movimentos sociais e de 50 municípios do Rio Grande do Sul.

Os reitores da UFRGS, Rui Vicente Oppermann e da UFSM, Paulo Afonso Burmann, apresentarem a situação das universidades federais no estado, no que se refere à importância da pesquisa desenvolvida por elas e à ameaça de paralisação de atividades diante do quadro de cortes e contingenciamentos de recursos. Em seguida, os demais reitores se manifestaram, cada um trazendo uma informação mais específica de sua instituição.

Nas falas de reitores, parlamentares e líderes sindicais ficou claro que a defesa das universidades e dos institutos federais do RS é uma luta que une todos, inclusive partidos políticos de ideologias diferentes. É uma questão de não aceitar perder o que já foi conquistado ao longo de muito tempo e de muito trabalho. Essa unanimidade foi destacada pelo presidente da Assembleia, deputado Edegar Pretto (PT). “Esta é mais uma frente de luta do Parlamento gaúcho, como aconteceu com a busca de recursos das perdas acumuladas da Lei Kandir para o reconhecimento da dívida do governo federal com o Rio Grande do Sul”, disse Pretto.

Lúcio Vieira, vice-presidente da ADUFRGS-Sindical, citou dados do relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de 2016/2017 – entidade que reúne 34 países ricos – que critica a redução do percentual do PIB aplicado na educação por essas nações, em um cenário onde 70% dos recursos destinados à área são públicos. Segundo Vieira, o Brasil, com 200 milhões de habitantes, possui apenas 8,5 milhões de matrículas no ensino superior, sendo 30% em universidades públicas. Na rede de ensino técnico e tecnológico são cerca de 1,3 milhões de matrículas e, embora 60% das verbas sejam públicas, apenas 15% dessas matrículas estão na esfera federal.

Ele ressaltou que o congelamento dos gastos públicos por 20 anos (EC 95) irá fazer com que o Brasil volte a uma época em que não se investia nem 10% do que os países capitalistas de primeiro mundo investem hoje. “Olha que tragédia é a nossa política educacional! Vivemos um momento singular de reação popular”, observou. Sobre a formação da Frente Gaúcha em favor das instituições públicas federais de ensino do RS, o vice-presidente da ADUFRGS-Sindical parabenizou a união de todos em torno da causa e desejou que a “frente se prolifere por todo o País, como único mecanismo capaz de recolocar o País no caminho da reconstrução da educação e da democracia”.

Próximas ações

Através da Frente, os reitores querem assegurar na votação orçamentária de 2018 a mesma cobertura prevista na lei orçamentária de 2017, além da liberação dos recursos deste ano; e autonomia para gerir os recursos. Para o dia 30 de setembro, chamado Dia D, quando termina o dinheiro liberado pelo governo para manutenção e funcionamento das universidades e institutos federais, estão sendo organizadas ações em todas as cidades gaúchas para sensibilizar as pessoas sobre a gravidade da crise.

Também está nas preocupações dos reitores a situação dos estudantes vinculados ao Plano de Assistência Estudantil (PNAES), cujas verbas têm sido reduzidas. “Democratizamos o acesso à educação superior através das políticas de ações afirmativas, temos a obrigação de oferecer as condições para a permanência, sucesso e conclusão desses alunos”, destacou o reitor da UFSM, Paulo Burmann.

Fonte e foto: ADUFRGS-Sindical

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