Docentes decidirão pela deflagração de greve na UFRN
Entre às 18h desta segunda até às 23h59 do dia 9, os professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte estão sendo chamados a participar de um plebiscito para se posicionar sobre a deflagração de greve na Instituição. O processo se dará por meio de sistema eletrônico, através da página do Sindicato – www.adurn.org.br.
A decisão foi tomada em Assembleia massiva e participativa, realizada nesta segunda (7), no auditório da Biblioteca Central Zila Mamede, campus central da UFRN, e acompanhada pelos campi do interior por meio da transmissão ao vivo da discussão.
“Numa conjuntura difícil, em que a correlação de forças não é favorável para os movimentos sociais e sindicais, e diante de um conjunto de propostas que ameaçam a Educação Pública e as Universidades, precisamos decidir pela utilização do instrumento da greve”, esclarece o presidente do ADURN-Sindicato, Wellington Duarte.
A utilização do plebiscito como instrumento de deliberação sobre Greve está no Estatuto da entidade, cuja proposta é a de ampliar a participação dos professores nos processos decisórios.
Todos os professores, sindicalizados ou não, da ativa e aposentados, podem participar da votação. Basta entrar na área restrita, digitar o número do CPF e a data de nascimento, e seguir as instruções do sistema.
Greve Geral
O movimento é nacional, integra a agenda da Frente Brasil Popular, e é contra aspropostas que tramitam no Congresso, como a PEC 55/2016, que tramitou na Câmara com o número 241, PLS 54/2016, antigo projeto de lei complementar (PL) 257, que legisla sobre a renegociação da dívida dos estados e sinaliza para o mercado com medidas de contenção de custos que vão do arrocho salarial dos servidores públicos à privatização de empresas estatais, as Reformas da Previdência e do Ensino Médio, e a Lei da Mordaça.
“O que está em discussão é futuro da Educação Pública e das Universidades”. A assertiva é do presidente do Sindicato, Wellington Duarte, que critica, ainda, a falta de diálogo do governo com a sociedade e a rapidez na tramitação das propostas, especialmente desse arranjo constitucional no Congresso Nacional, que é a PEC 55/2016.
A proposta, se aprovada, inviabilizará a presença do Estado brasileiro, sobretudo, em setores públicos essenciais, como saúde e educação. Isso porque, ao alterar a política fiscal, restringindo o financiamento dos direitos sociais, a medida impede a efetivação daquilo que está escrito na Constituição Federal de 1988, rompendo com seus princípios. \"Ao mexer na política fiscal e no financiamento desses direitos, como saúde e educação, você inviabiliza as garantias”, explica Wellington Duarte.