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Coalizão convoca ato contra Reforma Política antidemocrática

Publicado em 19 de Maio de 2015 Por ADURN Sindicato

Enquanto assuntos de grande relevância para os trabalhadores estão sendo analisados (e votados) no Congresso Nacional, corre paralelamente, e sem tanto destaque, outra matéria de igual importância, trata-se da reforma política que volta a ser apreciada nesta terça-feira (19). A Coalizão pela Reforma Política Democrática convoca uma mobilização nacional para esta quarta-feira (20) contra essa reforma antidemocrática defendida pelo Congresso. 

O texto foi apresentado na semana passada à comissão especial criada pela Câmara para discutir o tema. No entanto tem apoio e defesa agressivos do presidente da casa, Eduardo Cunha, que antes mesmo de definir a rodada de debates, já anunciou que levará a PEC para votação no dia 26 de maio, mesmo que a comissão ainda não tenha dado o seu parecer sobre o documento.


A proposta, de autoria do deputado Marcelo Castro (PMDB-PI) prevê, entre outras mudanças no sistema eleitoral, o fim das coligações proporcionais, pelas quais partidos se unem para disputar as eleições – o que prejudica imensamente os partidos menores; mantém o financiamento privado de campanha política eleitoral – o que é compreendido como uma das principais causas da corrupção e do caixa dois na política brasileira, e adota um modelo (apelidado de “distritão”) para a escolha de deputados, em que são eleitos os candidatos mais votados da cidade ou do estado – nova regra que pode favorecer ainda mais a influência do poder econômico no resultado das eleições em municípios.

No sistema atual, que adota o regime da proporcionalidade, o número de votos obtido por cada partido ou coligação é que define o número de representantes que cada agremiação poderá ter no Congresso. O candidato mais bem colocado de cada partido conquista a vaga.

Integrantes do grupo Coalizão pela Reforma Política Democrática, que reúne 112 entidades civis, se posicionam contra a proposta em tramitação no Congresso e convocam atos de protesto em todo o país nesta quarta-feira (20), quando ocorrerá também uma caminhada em Brasília para marcar a data como “Dia nacional de mobilização pela Reforma Política Democrática”. 

A Coalização é defensora de uma reforma política democrática com o fim do financiamento empresarial de campanha eleitoral – sendo que esta prática já foi considerada inconstitucional por seis dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal. “A influência do poder econômico nas eleições é dos mais graves fatores de degradação do atual sistema político brasileiro, sendo responsável pela eleição de um parlamento distante do povo e canal da corrupção eleitoral”, diz o comunicado da Coalização, que reivindica também que a reforma contemple a sub-representação das mulheres, da população negra e dos povos indígenas.

O grupo orienta que os protestos serão norteados pelos seguintes temas: a luta contra a corrupção, pelo fim do financiamento de campanha por empresas e em defesa do Financiamento Democrático de Campanha, contra as propostas de Distritão, Distrital Misto e em defesa do Sistema Proporcional de Voto Transparente, defesa da Paridade de Gênero na lista eleitoral e fortalecimento dos mecanismos da Democracia Direta. 

Fonte: CTB

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