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MEC aumenta rigor na análise da redação do Enem

Publicado em 14 de Maio de 2013 Por ADURN Sindicato

 Diante da repercussão negativa de redações que continham desde receita de macarrão instantâneo a exaltação a time de futebol, o Ministério da Educação (MEC) decidiu aumentar o rigor na análise dos textos para a próxima edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Conforme divulgado na tarde desta quarta-feira, 8, as inscrições do Enem 2013 serão realizadas de 13 a 27 de maio e a aplicação das provas ocorrerá nos dias 26 e 27 de outubro. A taxa de inscrição será de R$ 35.
"Se estamos mudando o padrão e aumentando o rigor, é porque não ficamos confortáveis com algumas avaliações que nós tivemos", disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. "Estamos partindo desses casos específicos para aprimorar ainda mais a correção."
Nos últimos meses, o MEC foi confrontado com a divulgação nas redes sociais de redações com deboche de alunos. Uma delas, com a citação do hino do Palmeiras, ganhou nota 500. Em outra, um estudante detalhou a receita de preparação de Miojo - o tema da redação se voltava para a questão de fluxos migratórios. Agora, com os novos critérios de correção, as duas redações ganhariam nota zero.
O edital da próxima edição do Enem, que será publicado no Diário Oficial da União (DOU) de quinta-feira, 9, prevê que serão anuladas redações que apresentem "parte do texto deliberadamente desconectada com o tema proposto". Outra mudança se refere a uma das cinco competências avaliadas na redação - o domínio da língua portuguesa. A partir de agora, serão aceitos desvios gramaticais como "excepcionalidade" e "quando não caracterizem reincidência". "Em erro crasso excepcional, a banca vai examinar a natureza dessa excepcionalidade, se é um desvio compatível com a nota máxima. É que nem jogo de futebol. A regra é clara, mas a interpretação do juiz nem sempre é consenso, há um grau que compete à banca", disse Mercadante.
O MEC também decidiu diminuir de 200 para 100 a nota de discrepância que leva as redações para um terceiro corretor. Atualmente, todas as redações do Enem são submetidas a dois corretores independentes - na última edição, quando a diferença de notas era superior a 200 pontos, o texto era submetido a uma terceira avaliação. No Enem 2013, quando a diferença for superior a 100 pontos, o texto passará por uma terceira análise. Nos casos em que nem um terceiro corretor chegar a um consenso, a redação vai para uma banca examinadora, que dará a nota final.
De acordo com Mercadante, o MEC trabalha com a estimativa de que, com as mudanças, uma em cada três redações do Enem vá para um terceiro corretor - na edição de 2012, a proporção foi de 21%. O MEC espera em torno de 6,1 milhões de inscrições para o Enem 2013.

Fonte: Estadão

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